Preços ao consumidor sobem na China em junho e deflação nas fábricas perde força

CPI da China mostrou alta de 0,2% em junho ante o mesmo mês de 2023; o índice nas fábricas (PPI) caiu 0,8% anuais, ante quedas de 1,4% em maio e de 2,5% em abril

Roberto de Lira

Consumidor em supermercado de Pequim, na China (Foto: Jason Lee/Reuters)
Consumidor em supermercado de Pequim, na China (Foto: Jason Lee/Reuters)

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O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China recuou 0,2% em junho ante maio, mas mostrou alta de 0,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (segundo o fuso horário local) pelo NBS, o escritório nacional de estatísticas.

O consenso LSEG de analistas esperava uma deflação menor (-0,1%) na leitura mensal e uma lata mais intensa (0,4%) na comparação anual.

Enquanto isso, a deflação nos preços ao produtor (PPI) em junho continuou a perder força. O índice nas fábricas caiu 0,8% anuais no mês passado, ante quedas de 1,4% em maio e de 2,5% em abril.

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O dado anual de junho ficou em linha com o esperado por analistas.

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Ainda segundo o órgão de estatísticas, o núcleo do CPI, que desconta os preços de alimentos e energia, subiu 0,6%, ficando estável em relação à variação de maio.

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Segundo o estatístico do NBS, Dong Lijuan, a oferta no mercado consumidor foi suficiente e os preços mantiveram um crescimento moderado em junho.

Os preços dos produtos não alimentares subiram 0,8% em termos homólogos, devido a uma alta de 3,1% na energia e de 3,7% nos preços relacionados com o turismo.

Já os preços dos alimentos caíram 2,1% ano a ano em junho, à medida que a oferta abundante de vegetais frescos, ovos, carne bovina e carneiro, entre outros, arrastou para baixo o nível geral de preços. Contrariando a tendência, os preços da carne suína subiram 18,1%.

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Analistas disseram que os dados mais recentes mostraram um mercado interno robusto, com consumidores mais dispostos a gastar e fábricas acelerando a produção. Do Festival da Primavera ao 1º de Maio e ao Festival do Barco-Dragão, as férias deste ano viram uma rápida recuperação na vitalidade do consumo cultural e turístico.

Impulsionado por essa economia de férias, o setor de serviços e o consumo testemunharam uma rápida recuperação este ano e o setor industrial também alcançou uma rápida expansão com transformações e atualizações constantes, disse à agência Xinhua Wang Jinbin, vice-reitor da Escola de Economia da Universidade Renmin da China.

À medida que a movimentada temporada de férias de verão começou, o país está se preparando para um aumento substancial nas viagens e no turismo. Cerca de 860 milhões de viagens ferroviárias de passageiros são esperadas em julho e agosto, mostrando uma forte demanda de viagens impulsionada por veranistas, turistas e visitantes familiares.

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Para o futuro, os analistas acreditam que a demanda doméstica continuará a melhorar no segundo semestre deste ano em meio à recuperação econômica estável e ao fortalecimento de políticas de apoio, o que resultará em uma inflação ao consumidor moderada e uma maior redução dos preços ao produtor.

O consumo continuará melhorando no resto do ano e continuará sendo a principal força motriz da economia, disse Lian Ping, chefe do Instituto de Pesquisa da Indústria de Guangkai.