Mês costuma ser de resgates

Poupança: saques da caderneta atingem o maior valor da história em janeiro

Mês registrou resgate líquido de R$ 12,4 bilhões da poupança, depois de uma injeção maciça de recursos em dezembro

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SÃO PAULO – Os brasileiros iniciaram 2020 com saques bem maiores que os depósitos na caderneta de poupança, depois de uma injeção maciça de recursos em dezembro. Em janeiro, mês conhecido pelo volume maior de despesas, houve resgate líquido de R$ 12,4 bilhões da poupança. O resultado é o pior da série histórica do Banco Central, iniciada em 1995, e é fruto de depósitos de R$ 217 bilhões e de retiradas de R$ 229 bilhões.

Desde 2015 a caderneta tem ficado no vermelho nos meses de janeiro, uma vez que reflete, em grande parte, a necessidade de recursos das famílias para arcar com despesas como IPTU, IPVA, além de matrículas e materiais escolares.

Nos últimos três anos, contudo, a caderneta teve saldos positivos, de R$ 17,1 bilhões, em 2017, R$ 38,3 bilhões, em 2018, e de R$ 13,3 bilhões, em 2019.

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Baixa rentabilidade

Com a taxa básica de juros no menor patamar histórico, de 4,25% ao ano, a caderneta tem perdido atratividade e seu retorno corresponde hoje a 2,98% ao ano. Em janeiro, a poupança rendeu 0,26%, ante variação de 0,38% do CDI. Nos últimos 12 meses, o retorno foi de 4,14%.

Mais importante do que a redução de rentabilidade, o investidor precisa se atentar à variação da inflação, que pode corroer seus rendimentos. Para 2020, é esperada inflação de 3,4%, o que, no cenário atual levaria à perda de dinheiro na caderneta.

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