Reação

Políticos de oito países criam aliança para fazer frente à China

Aliança de parlamentares foi criada para ajudar a combater o que consideram a ameaça que a crescente influência da China representa

Bandeiras da China ao vento
(Shutterstock)

(Bloomberg) — Um grupo de destacados políticos de oito democracias, incluindo os Estados Unidos, criou uma aliança de parlamentares para ajudar a combater o que consideram a ameaça que a crescente influência da China representa para o comércio global, segurança e direitos humanos.

A Aliança Interparlamentar sobre a China, apresentada na sexta-feira, surge quando os EUA enfrentam o desafio de conseguir uma aliança coesa para fazer frente à crescente influência econômica e diplomática da China. Os EUA condenaram a decisão do governo de Pequim de impor uma legislação de segurança nacional em Hong Kong que ameaça a autonomia da cidade.

O grupo disse que pretende “construir respostas apropriadas e coordenadas e ajudar a criar uma abordagem proativa e estratégica em questões relacionadas à República Popular da China”. O senador republicano dos EUA Marco Rubio e o democrata Bob Menéndez, o ex-ministro de Defesa japonês Gen Nakatani, Miriam Lexmann, da comissão de relações exteriores do Parlamento Europeu e o influente parlamentar conservador do Reino Unido Iain Duncan Smith são copresidentes do grupo recém-lançado.

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“A China, sob o comando governo do Partido Comunista Chinês, representa um desafio global”, disse Rubio em mensagem de vídeo no Twitter. O senador é crítico frequente do governo de Pequim e defensor de legislação nos EUA para medidas que abordem as ações da China em Hong Kong.

O governo de Pequim tem dito repetidamente que a situação em Hong Kong é uma questão interna e afirma que a expansão econômica e diplomática da China não representa uma ameaça global.

“Instamos um pequeno número de políticos a respeitar os fatos, respeitar as regras básicas das relações internacionais, abandonar a mentalidade da Guerra Fria, parar de interferir nos assuntos internos e de fazer movimentos políticos por interesses egoístas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, em conferência de imprensa em Pequim na sexta-feira.

‘Grande custo’

A aliança disse que a ascensão econômica da China pressiona a ordem global com base em regras e que países que tentaram fazer frente ao governo de Pequim até agora tiveram que agir sozinhos e “muitas vezes com um grande custo”. A lista de países participantes inclui EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão, Austrália, Canadá, Suécia, Noruega e membros do parlamento europeu.

Várias dessas nações enfrentaram intensas consequências econômicas ou políticas por interferir em ambições estratégicas da China.

Os esforços assertivos do governo Trump para reescrever o relacionamento comercial bilateral com a China levaram a uma prolongada guerra comercial que teve consequências globais, enquanto outras medidas resultaram em jornalistas dos EUA expulsos da China.

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A iniciativa da Austrália para responsabilizar a China pela pandemia de Covid-19, que teve origem na cidade de Wuhan, resultou em novas tarifas sobre a cevada australiana e restrições de alguns frigoríficos.

“Chegou a hora de países democráticos se unirem em uma defesa comum de nossos valores compartilhados”, disse o parlamentar britânico Smith no Twitter.

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