PMI de serviços nos EUA recua a 51,7 em março, com preços em alta, diz S&P Global

Segundo a pesquisa da S&P Global, setor continuou a aumentar os seus níveis de pessoal, num contexto de maior otimismo; custos de produção e preços dos produtos aumentaram acentuadamente

Roberto de Lira

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O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços nos Estados Unidos caiu de 52,3 em fevereiro para 51,7 em março, informou a S&P Global nesta quarta-feira (3). Assim, embora tenha recuado para o menor nível em três meses, o indicador continuou pelo 14º mês seguido acima do nível de 50,0, que separa a contração da expansão da atividade.

O PMI composto, que agrega dados da indústria, ficou em 52,1 em março, ligeiramente abaixo dos 52,5 de fevereiro.

Segundo a pesquisa, as empresas do setor de serviços continuaram a aumentar os seus níveis de pessoal, num contexto de maior otimismo quanto às perspectivas de negócio no próximo ano.

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Tanto os custos dos fatores de produção como os preços dos produtos aumentaram acentuadamente em março, muitas vezes como resultado do aumento dos salários.

Chris Williamson, economista chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence, disse em nota que  combinado com uma aceleração do crescimento em sector industrial, os últimos dados do PMI dos serviços apontam para um aumento do PIB a uma taxa anualizada de aproximadamente 2% nos primeiros três meses do ano.

“A confiança nas perspectivas para o próximo ano também aumentou, o que deverá ajudar a sustentar um sólido crescimento no segundo trimestre”, disse.

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No entanto, ele alertou que a recuperação está sendo acompanhada por novas pressões de alta sobre os preços, com o crescimento dos salários, em particular, aumentando os custos.

“O aumento dos preços das matérias-primas e dos combustíveis também está elevando os encargos, o que, por sua vez, está aumentando os preços médios de venda de bens e serviços”, explicou.

Williamson disse ainda que, tanto os fabricantes como os prestadores de serviços, estão assistindo a uma intensificação das taxas de inflação dos custos e dos preços de venda, “o que provavelmente se refletirá numa inflação mais elevada dos preços ao consumidor no curto prazo.”