Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA sobem mais do que o esperado

Economistas atribuem a estagnação do mercado de trabalho à incerteza decorrente das tarifas de importação e à crescente popularidade da inteligência artificial

Lara Rizério

Anúncio de vaga de emprego em Medford,  nos EUA (Foto: Brian Snyder/Reuters)
Anúncio de vaga de emprego em Medford, nos EUA (Foto: Brian Snyder/Reuters)

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WASHINGTON, 5 Fev (Reuters) – O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada, provavelmente impulsionado pelas tempestades de neve em grande parte do país, mas as condições do mercado de trabalho permanecem estáveis.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 22.000, para 231.000 em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 31 de janeiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam 212.000 pedidos para a última semana. Neve forte e temperaturas congelantes cobriram grande parte do país no final de janeiro, o que pode ter deixado algumas pessoas temporariamente desempregadas.

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Os pedidos também devem aumentar à medida que a volatilidade na virada do ano desaparece dos dados. Apesar das distorções, o mercado de trabalho permanece no que os economistas chamam de modo de “baixa contratação, baixa demissão”, apesar dos desligamentos anunciados recentemente pela UPS e pela Amazon.com.

Economistas atribuem a estagnação do mercado de trabalho à incerteza decorrente das tarifas de importação e à crescente popularidade da inteligência artificial, que, segundo eles, deixou as empresas inseguras quanto às suas necessidades de pessoal, à medida que destinam mais recursos à IA.

Eles estão cautelosamente otimistas de que o crescimento do emprego irá acelerar este ano, à medida que os cortes de impostos sustentam os gastos do consumidor.

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Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.