Pedidos semanais de auxílio desemprego nos EUA caem mais do que o esperado

Os pedidos caíram em 17.000 na semana encerrada em 6 de julho, para 222.000 em dado com ajuste sazonal, o nível mais baixo desde o final de maio

Reuters

Times Square, em Nova York - 14/06/2024 (Foto: Agustin Marcarian/Reuters)
Times Square, em Nova York - 14/06/2024 (Foto: Agustin Marcarian/Reuters)

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Washington (Reuters) – O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada.

No entanto, a volatilidade nessa época do ano, quando os fabricantes de automóveis paralisam as fábricas, torna mais difícil obter uma leitura clara do mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio desemprego caíram em 17.000 na semana encerrada em 6 de julho, para 222.000 em dado com ajuste sazonal, o nível mais baixo desde o final de maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (11). Economistas consultados pela Reuters previam 236.000 pedidos na última semana.

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Os dados de pedidos incluíram o feriado do Dia da Independência. Os pedidos tendem a ser voláteis na época dos feriados, e os fabricantes de automóveis normalmente fecham as montadoras a partir da semana de 4 de julho para se reequiparem para novos modelos.

No entanto, o momento pode variar de um fabricante para o outro, o que pode prejudicar o modelo que o governo usa para suavizar as flutuações sazonais.

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Embora isso provavelmente esteja injetando ruído nos dados de pedidos de auxílio, há sinais crescentes de que o mercado de trabalho está perdendo força à medida que os pesados aumentos da taxa de juros pelo Federal Reserve em 2022 e 2023 esfriam a atividade econômica.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, sinalizou esta semana os riscos para o mercado de trabalho, dizendo a parlamentares que “temos visto um abrandamento considerável”.

Os mercados financeiros acreditam que isso, juntamente com a diminuição das pressões inflacionárias, abriu a porta para que o banco central dos EUA comece a cortar os juros em setembro.