Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem e demissões continuam baixas

Resultados sugerem que condições do mercado de trabalho nos EUA foram calmas em março

Reuters

Placa anunciando vaga de trabalho em Arlington, EUA (Foto: Elizabeth Frantz/ Reuters)
Placa anunciando vaga de trabalho em Arlington, EUA (Foto: Elizabeth Frantz/ Reuters)

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WASHINGTON, 2 Abr (Reuters) – Os ⁠novos pedidos de auxílio-desemprego ⁠nos Estados Unidos caíram na semana ‌passada em meio a poucas demissões, sugerindo que as condições do mercado de ‌trabalho permaneceram calmas em março, embora economistas tenham alertado que uma guerra prolongada no Oriente Médio representa risco negativo.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em ⁠9.000, ‌para 202.000 em dado com ajuste ⁠sazonal, na semana encerrada em 28 de março, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 212.000 pedidos para a ​última semana.

Os pedidos permanecem em uma faixa de 201.000 a 230.000 este ​ano, o que é consistente com o que os economistas descrevem como um mercado de trabalho de ‘baixa contratação e baixa demissão’.

Eles atribuíram a estagnação ‌do mercado de trabalho ​à incerteza persistente causada pelas tarifas de importação agressivas do presidente dos EUA, Donald Trump.

A economia dos ⁠EUA ​abriu apenas ​18.000 empregos fora do setor agrícola em média por ⁠mês nos três meses ​até fevereiro.

A redução da oferta de mão de obra devido à política de imigração ​linha-dura do governo Trump também está prejudicando o crescimento do emprego, ​disseram economistas.

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A ⁠guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, ⁠que já dura um mês, também acrescentou outra camada de incerteza para as empresas. Na quarta-feira, Trump prometeu ataques mais agressivos contra o Irã.