Passagens aéreas sobem 9,02% em dezembro e dão maior impacto no IPCA-15, diz IBGE

Componente preocupa governo federal, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Estadão Conteúdo

Homem caminha em aeroporto (Getty Images)

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O grupo Transportes passou de uma elevação 0,18% em novembro para um aumento de 0,77% em dezembro, uma contribuição de 0,16 ponto porcentual para a inflação de 0,40% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) deste mês. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta de 9,02% no preço das passagens aéreas deu a maior contribuição individual para o IPCA-15 do mês, 0,09 ponto porcentual.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em coletiva na manhã de hoje que o único componente da inflação que preocupa o governo são as passagens aéreas. “O que nos preocupa no IPCA é um item, que são as passagens aéreas, que subiram 65% nos últimos quatro meses”, disse.

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Combustíveis

Já os combustíveis recuaram 0,27% em dezembro no IPCA-15. A gasolina ficou 0,24% mais barata. Houve quedas também no etanol (-0,35%) e no óleo diesel (-0,75%). O gás veicular subiu 0,08%.

O táxi teve alta de 0,83%, devido ao reajuste de 6,67% em São Paulo a partir de 28 de outubro. O ônibus urbano aumentou 1,91%, influenciado pelo reajuste de 6,12% em Salvador a partir de 13 de novembro e pela recomposição de preços em São Paulo.

“Em São Paulo, destaca-se a alta de 6,67% nos subitens trem, metrô, ônibus urbano e integração de transporte público, que haviam recuado 6,25%, no mês anterior, em decorrência da gratuidade concedida nos transportes metropolitanos para toda a população nos dias de realização das provas do Enem”, explicou o IBGE.

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Alimentação e bebidas

Os preços dos alimentos ficaram mais caros em dezembro. O grupo Alimentação e bebidas saiu de uma alta de 0,82% em novembro para uma elevação de 0,54% em dezembro, uma contribuição de 0,12 ponto porcentual para a taxa de 0,40% registrada pelo IPCA-15 neste mês, informou o IBGE.

A alimentação no domicílio subiu 0,55% em dezembro. Houve altas de preços na cebola (10,63%), batata-inglesa (10,32%), arroz (5,46%) e carnes (0,65%). Na direção oposta, as famílias pagaram menos pelo tomate (-7,95%) e leite longa vida (-1,91%).

A alimentação fora do domicílio aumentou 0,53%. A refeição fora de casa subiu 0,46%, e o lanche avançou 0,50%.

(Com informações da agência Reuters)