Passagens aéreas sobem 19,92% no IPCA e exercem 2ª maior pressão atrás de energia

Demanda de férias eleva preços das passagens e impacta custo das famílias, segundo IBGE

Estadão Conteúdo

Aeroporto de Congonhas (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Aeroporto de Congonhas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

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O aumento de 19,92% no preço da passagem aérea pressionou o custo das famílias com transportes em julho, a despeito da queda nos preços de combustíveis.

As Despesas com Transportes passaram de uma elevação de 0,27% em junho para uma alta de 0,35% em julho, uma contribuição de 0,07 ponto porcentual para a taxa de 0,26% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último mês, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A passagem aérea respondeu sozinha por uma contribuição de 0,10 ponto porcentual, segunda maior pressão individual sobre o IPCA de julho, atrás apenas do encarecimento da energia elétrica (0 12 ponto porcentual).

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“No período de férias acaba tendo uma demanda maior, os preços ficam mais altos, e a variação (de passagem aérea) reflete isso” justificou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE.

Os combustíveis ficaram 0,64% mais baratos em julho. A gasolina recuou 0,51%; o óleo diesel, -0,59%; gás veicular, -0,14%; e etanol, -1,68%.

O táxi aumentou 0,21%, devido ao reajuste médio de 8,71% nas tarifas em Belo Horizonte a partir de 7 de junho.