Para secretário da Fazenda, impactos de alta do petróleo podem impulsionar economia

Impactos "podem ser até positivos", afirma secretário

Estadão Conteúdo

Petrobras. Navio-sonda Valaris DS-17 ancorado para manutenção na Baía de Guanabara (RJ). A Equinor ASA Brasil concedeu à Valaris para seus campos de exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Fotógrafo: Dado Galdieri/Bloomberg
Petrobras. Navio-sonda Valaris DS-17 ancorado para manutenção na Baía de Guanabara (RJ). A Equinor ASA Brasil concedeu à Valaris para seus campos de exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Fotógrafo: Dado Galdieri/Bloomberg

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O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, ponderou nesta sexta-feira, 13, que não há desejo de “ganhar dinheiro com a guerra”, mas observou que os impactos econômicos de uma alta do petróleo, em decorrência do conflito no Oriente Médio, podem impulsionar a economia brasileira.

“Os impactos econômicos de uma alta do petróleo – de um ponto de vista do crescimento fiscal, da taxa de câmbio e de várias variáveis macroeconômicas – podem ser até positivos, digamos assim. Podem até ajudar a impulsionar a economia brasileira em 2026. Mas é evidente que nós não queremos, não desejamos que ninguém ganhe dinheiro com a guerra, certo? Não é esse o objetivo”, declarou o secretário, em coletiva à imprensa.

Mello emendou que o governo também não quer que os consumidores brasileiros sejam mais impactados por conflitos, por isso, mesmo diante de um cenário positivo do ponto de vista geral macroeconômico, adotou medidas de mitigação de eventuais impactos negativos do conflito, em particular no preço dos combustíveis.