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Nobel de Economia 2019 premia trio pelo combate à pobreza no mundo

Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer ganharam Nobel deste ano

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(Reprodução/Youtube Nobel)

O indiano Abhijit Banerjee, a francesa Esther Duflo e e o americano Michael Kremer foram premiados hoje (14) com o Prêmio Nobel de Economia pela sua “abordagem experimental para aliviar a pobreza global”.

“Os premiados deste ano introduziram uma nova abordagem para obter respostas confiáveis sobre as melhores formas de combater a pobreza global”, frisou a academia na apresentação dos escolhidos para o Nobel da Economia.

Abhijit Banerjee, do Massachusetts Institute of Technology, localizado em Cambridge, nos Estados Unidos, nasceu em 1961, na Índia.

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O norte-americano Michael Kremer, da Universidade de Harvard, EUA, nasceu em 1964.

A francesa Esther Duflo, nasceu em 1972. Duflo é a mais jovem vencedora a receber este Nobel, além de ser a segunda mulher a conseguir o feito.

Esta foi a sétima vez em que o prêmio de economia foi entregue para três pessoas. Em 25 vezes apenas uma pessoa foi premiada e em 19 o prêmio foi para duas pessoas.

Os premiados vão receber um valor de 9 milhões de coroas (US$ 918 mil dólares), uma medalha de ouro e um diploma.

Na semana passada, foram concedidos seis prêmios Nobel – medicina, física e química, além de dois prêmios de literatura, e o Nobel da Paz.

Os pesquisadores ganhadores do Nobel de Economia mostraram, por exemplo, em seus experimentos que as pessoas mais pobres são extremamente sensíveis a uma alta de preços nos gastos em cuidados de saúde preventivos.

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“Como resultado direto de um de seus estudos, mais de cinco milhões de crianças indianas se beneficiaram de programas eficazes de aulas de reforço na escola”, afirmou a Academia em comunicado. “Outro exemplo são os pesados subsídios para cuidados de saúde preventivos que foram introduzidos em muitos países”.

Assim, os estudos e abordagens levaram a ações mais eficazes para a melhora da saúde infantil e o desempenho escolar, como reformas educacionais que adaptam o ensino às necessidades dos alunos.

Último anunciado

“Um dos temas mais urgentes para a humanidade é a redução da pobreza global, em todas as suas formas. Mais de 700 milhões de pessoas ainda subsistem com salários extremamente baixos.

Por ano, cerca de cinco milhões de crianças com menos de cinco anos, ainda morrem com doenças que podem ser prevenidas ou curadas com tratamentos baratos. Mais de metade das crianças no mundo ainda abandonam a escola com competências básicas”, recordou o comitê do Nobel.

Os três vão dividir um prêmio equivalente a R$ 3,85 milhões. O Nobel da Economia foi o último dos prêmios a ser anunciado este ano.

Oficialmente conhecido como o prêmio de ciências econômicas do Banco da Suécia em memória de Alfred Nobel, a distinção não foi criada pelo fundador, mas é considerada como parte dos prêmios Nobel.

A premiação foi criada pelo Riksbanken, o banco central sueco, em 1968, e o primeiro vencedor foi selecionado um ano depois.

( com RTP – com agência pública de Portugal – e Agência Estado)

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