No RTI, BC prevê IPCA de 3,1% para 2025 e 2026, além de alta de 5% para 2023 e 3,5% para 2024

O RTI também trouxe as estimativas do BC para a inflação em 2023 (5,0%), 2024 (3,5%) e 2025 (3,1%).

Estadão Conteúdo

Sede do Banco Central, em Brasília (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Sede do Banco Central, em Brasília (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado nesta quinta-feira, 28, pelo Banco Central traz pela primeira vez a estimativa da autoridade monetária para a inflação de 2026, com Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,1% no cenário de referência. A meta para aquele ano foi definida em 3,0% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em junho, e o governo avisou na ocasião que iria editar um decreto mudando o regime para meta contínua a partir de 2025.

O RTI também trouxe as estimativas do BC para a inflação em 2023 (5,0%), 2024 (3,5%) e 2025 (3,1%).

Essas projeções já haviam sido divulgadas na semana passada, no comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que reduziu a Selic de 13,25% para 12,75% e sinalizou novos cortes de 0,50 pp nas próximas reuniões.

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O cenário de referência utiliza câmbio variando conforme a Paridade do Poder de Compra (PPC) e juros do Relatório de Mercado Focus.

Para 2023, o centro da meta de inflação é de 3,25%, com piso de 1,75% e teto de 4,75%. De 2024 em diante, o alvo central é de 3,00% com bandas de 1,50% a 4,50%.

No último Boletim Focus, os analistas consultados semanalmente pelo BC estimaram o IPCA de 4,86% em 2023, 3,86% em 2024, 3,50% em 2025 e também 3,50% em 2026.