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Com a alta de 1,1% em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) ainda está 3,1% abaixo de seu ponto mais alto, antes de entrar na recessão de 2014-2016, registrado no primeiro trimestre de 2014, informou nesta quarta-feira, 4, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nas contas da coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, o PIB atingiu no quarto trimestre de 2019 nível equivalente ao que foi verificado no primeiro trimestre de 2013.
“É o mesmo patamar do primeiro trimestre de 2013”, afirmou Palis, em entrevista coletiva na sede do IBGE.
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Em relação ao vale da recessão de 2014 a 2016, registrado no quarto trimestre de 2016, logo antes de a economia sair da recessão, o PIB atingiu no quarto trimestre de 2019 nível 5,4% superior.
Marcas
De acordo com o IBGE, a alta de 0,6% no setor de serviços no quarto trimestre de 2019 ante o trimestre imediatamente anterior foi o 12º avanço consecutivo. Em 2019 como um todo, os serviços cresceram 1,3%. São três anos de alta, após os avanços de 2018 (1,5%) e 2017 (0,8%).
Ainda pela ótica da oferta, o PIB da indústria da construção fechou 2019 com alta de 1,6% ante 2018. Foi o primeiro ano de alta desde 2013, antes de a economia entrar em recessão, quando a construção avançou 4,5% ante 2012. Mesmo assim, houve queda de 2,5% no PIB da construção no quarto trimestre de 2019 ante o trimestre imediatamente anterior.
Já o PIB da indústria extrativa, marcado pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério da Vale em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, caiu 1,1% ano passado, pior desempenho desde 2016, quando houve queda de 1,2%. O PIB da indústria como um todo avançou 0,5% em 2019 ante 2018 e 0,2% no quarto trimestre do ano passado em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Necessidade de financiamento
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O País encerrou o ano de 2019 com uma necessidade de financiamento de R$ 212,2 bilhões, ante um resultado de R$ 168,0 bilhões em 2018, segundo os dados das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE.
O saldo externo de bens e serviços registrou um déficit de R$ 24,1 bilhões no ano passado, ante um superávit de R$ 26,3 bilhões em 2018, uma diferença de R$ 50,4 bilhões.
Já as transferências correntes líquidas recebidas do resto do mundo ficaram positivas em R$ 2,9 bilhões em 2019, após um montante enviado ao exterior de 1,1 bilhão em 2018, uma diferença de R$ 4,0 bilhões.
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