Sem temores

Mudanças ministeriais não ameaçam política econômica e vão reforçar sustentação no Senado, diz Guedes

"Está havendo uma reorganização interna sem nenhuma ameaça ao coração da política econômica, zero ameaça", afirmou o ministro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala em reunião, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

(Reuters) – O desmembramento do Ministério da Economia com a criação de um Ministério do Trabalho não ameaça o coração da política econômica, disse nesta quinta-feira o ministro Paulo Guedes, acrescentando que a mudança faz parte de um rearranjo mais amplo que contribuirá para fortalecer a sustentação do governo no Senado.

Guedes frisou que Onyx Lorenzoni, que deve deixar o comando da Secretaria-Geral da Presidência para assumir a nova pasta do Trabalho, é inteiramente alinhado ao programa econômico do governo e tem estado envolvido com a discussão dos projetos da Economia desde a campanha eleitoral.

“Nós construímos juntos a proposta de Renda Brasil, de renda básica de cidadania, da ideia da carteira digital verde amarela, para criar emprego. Então o Onix é como se fosse parte de uma equipe econômica”, disse Guedes a jornalistas após participar de evento no Ministério da Defesa.

“Está havendo uma reorganização interna sem nenhuma ameaça ao coração da política econômica, zero ameaça”, afirmou o ministro.

Guedes disse que já houve um acordo para que o atual secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, assuma o que chamou de secretaria-geral do novo ministério “para dar seguimento aos programas que desenhamos juntos”.

Segundo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro já sofreu inúmeras pressões pelo desmembramento do seu ministério, mas nunca aceitou mudanças que pudessem afetar a política econômica.

O ministro afirmou que a ideia de deslocar Onix agora para uma nova pasta se deu a partir da decisão de Bolsonaro de levar para a Casa Civil o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que Guedes avaliou como um “grande apoiador das nossas reformas” e um “profissional da política”.

“Sempre se reclamou que o presidente estava com o diálogo interrompido no Senado, que estava com problemas, então é um movimento natural”, disse Guedes, acrescentando que as mudanças contribuirão para fazer avançar as propostas econômicas do governo.

O atual chefe da Casa Civil, o general da reserva Luiz Eduardo Ramos, que deve assumir a Secretaria-Geral, estava fazendo um trabalho importante de coordenação dos orçamentos dos ministérios, acrescentou Guedes.

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