No PND

Ministério das Comunicações vai incluir EBC no Programa de Desestatização

Em reunião com representantes da empresa e Ministério da Economia, Fábio Faria afirmou que a ideia é que melhorar a eficácia dos serviços prestados

Glen Valente, presidente da EBC, e Fabio Faria, ministro das Comunicações

A Empresa Brasileira de Comunicações (EBC) vai fazer parte do Programa Nacional de Desestatização (PND), do ministério da Economia. A ideia é reduzir os custos da empresa pública e enxugar a máquina, fornecendo serviços com melhor eficiência. A afirmação é do ministro das Comunicações, Fábio Faria, que se reuniu nesta quarta-feira (10) com o presidente da EBC, Glen Valente, com o secretário do PND, Diogo Mac Cord, e com a secretária do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier.

A expectativa é de que em quatro meses o Governo Federal tenha o estudo de viabilidade da desestatização, elaborado por uma empresa de consultoria que ainda será contratada, e os principais resultados para definir a alternativa mais adequada para desestatização da companhia.

O ministro Fábio Faria afirmou que ainda é cedo para se falar em valores no que diz respeito à desestatização, mas acredita que o conselho de ministros deverá aprovar a inclusão da EBC no programa já na próxima semana.

A secretária do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, ressaltou que entre o levantamento que a consultoria deverá fazer estão os serviços prestados pela companhia e seus custos, o que não precisaria ser realizado pelo Estado e o que poderia ser oferecido à população de forma mais eficiente.

Leia mais: 14 anos e R$ 7,4 bilhões depois, os custos da EBC

“A EBC é uma empresa que tem muitos imóveis, bandas de rádio, redes de telecomunicações. Tudo isso vai ser estudado, inclusive para torná-la mais enxuta”, afirmou.

A expectativa do presidente da EBC é de avançar com os estudos, mostrar de forma transparente as receitas e despesas da empresa, para depois desenhar como deverá ser o futuro da EBC.

A EBC tem 1.861 empregados e é uma das 19 estatais que dependem do Tesouro para pagar gastos de custeio e com pessoal.

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