Relatório do Banco Central

Mercado revisa projeção para inflação pela 16ª semana seguida e vê alta de 3,54% em 2020

Estimativa para o IPCA também teve piora em 2021, pela sexta semana consecutiva, de 3,40% para 3,47%

Brazil vs Coronavirus.
(Boris Jovanovic/Getty Images)

SÃO PAULO – Em meio à pressão inflacionária, o mercado financeiro voltou a revisar a projeção de alta para a inflação este ano, desta vez, de 3,45% para 3,54%. Os dados constam no relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (30).

Esta é a 16ª semana consecutiva de piora das expectativas para o indicador. Em 10 de agosto, antes da primeira elevação na estimativa, era esperada alta de 1,63% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020. Deste então, as estimativas vêm sendo continuamente elevadas.

Houve piora ainda na projeção para o IPCA em 2021, pela sexta semana consecutiva, de 3,40% para 3,47%.

Na semana passada, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Base 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,81% em novembro na comparação mensal, acima da expectativa de alta de 0,72% projetada pelos economistas consultados pela Bloomberg. O resultado foi o maior para o mês desde 2015 (0,85%).

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Com relação ao desempenho da economia brasileira, os economistas consultados pela autoridade monetária veem uma queda de 4,50% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, levemente melhor que a contração de 4,55% esperada na última semana.

Passados os impactos da pandemia de coronavírus, a atividade deverá crescer 3,45% em 2021, segundo aponta o Focus, ante estimativa anterior de expansão de 3,40% do PIB.

Já no câmbio, as projeções apontam para a cotação do dólar em R$ 5,36 ao fim deste ano (ante R$ 5,38 no levantamento anterior), e para R$ 5,20 no próximo, sem alterações com relação aos dados apresentados na semana passada.

Por fim, no que tange às estimativas para a taxa Selic, esta deve encerrar dezembro a 2% ao ano e subir para 3% a.a. ao fim de 2021, sem alterações em relação ao último levantamento.

Top 5

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Entre os economistas ouvidos pelo BC que mais acertam as previsões, reunidos no grupo “Top 5 médio prazo”, as projeções apontam para inflação de 3,51% este ano, frente à estimativa anterior de 3,39%. Para 2021, a alta estimada para o IPCA é de 3,40%, acima do aumento de 3,31% previsto na semana passada.

No câmbio, as projeções se mantiveram em R$ 5,45, em 2020, e em R$ 5,22, ao fim de 2021.

Já a taxa Selic deve permanecer no atual patamar de 2,00% este ano, e subir para 2,50% até dezembro de 2021.

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