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Menos pessoas comparecem para vacinação em Hong Kong por receio de efeito colateral

A proporção de pessoas agendadas para receber a CoronaVac em centros de vacinação comunitários caiu para 72% na quarta-feira

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Fábrica de vacinas da Sinovac em Pequim, na China (REUTERS/Thomas Peter)

(Bloomberg) — O número de residentes de Hong Kong que comparecem para tomar a vacina da fabricante chinesa Sinovac Biotech tem diminuído em meio a relatos de efeitos colaterais, enquanto houve forte demanda pelo imunizante desenvolvido pela Pfizer-BioNTech no primeiro dia de vacinação.

A proporção de pessoas agendadas para receber a CoronaVac em centros de vacinação comunitários caiu para 72% na quarta-feira, em relação a mais de 90% na semana passada. Mais de um terço dos que se inscreveram para receber o imunizante, 36%, não compareceram na terça-feira.

A vacina Pfizer-BioNTech, distribuída na cidade pela Shanghai Fosun Pharmaceutical, foi administrada a 91% das pessoas agendadas na quarta-feira, quando o imunizante passou a ser oferecido.

O não comparecimento para tomar a vacina da Sinovac segue o relato de três mortes e três casos graves na cidade entre as mais de 130 mil pessoas vacinadas até o momento. Embora nenhum caso tenha sido relacionado ao imunizante da Sinovac, residentes estão mais hesitantes em tomar a vacina. Autoridades descartaram inicialmente que a vacina e as duas primeiras mortes e dois casos críticos tenham relação, mas ainda analisam os relatos mais recentes.

“É compreensível que alguns residentes estejam preocupados com os últimos eventos adversos graves e até mesmo as mortes após a vacinação”, disse na terça-feira o secretário de Serviço Público, Patrick Nip. Todos os efeitos colaterais graves serão analisados de perto por um comitê de especialistas, como é procedimento comum, afirmou.

O Departamento de Saúde deve emitir novas diretrizes recomendando em breve que algumas pessoas de alto risco, como aquelas com diabetes não controlada, doenças cardíacas e hipertensão, adiem a vacinação, de acordo com informação do The Standard.

A Índia e a China continental também tiveram um início lento em suas campanhas de vacinação, pelo menos em parte devido à desconfiança e preocupação com as vacinas contra a Covid-19 recém-lançadas.

Hong Kong iniciou a campanha de vacinação em 26 de fevereiro, priorizando pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde e outros trabalhadores essenciais. A partir de terça-feira, ampliou os grupos prioritários para cobrir 3,7 milhões de pessoas, cerca da metade da população, incluindo aquelas em profissões com contato de alto risco, como professores, motoristas de transporte público e trabalhadores de restaurantes.

Outros países também relataram mortes entre pessoas vacinadas, embora os números sejam pequenos e quase todos os casos envolvam doenças subjacentes. Nenhuma das mortes ou complicações graves foram relacionadas aos imunizantes.

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