Membro do BCE não vê alívio na inflação mesmo que Estreito de Ormuz reabra em breve

Autoridades dos EUA e do Irã anunciaram que chegaram a um acordo para ⁠encerrar ‌a guerra e reabrir o estreito

Reuters

Presidente do banco central da Alemanha, Joachim Nagel - (Foto: Britta Pedersen/Pool via Reuters)
Presidente do banco central da Alemanha, Joachim Nagel - (Foto: Britta Pedersen/Pool via Reuters)

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FRANKFURT, 15 Jun (Reuters) – O ⁠membro do Conselho do Banco Central ⁠Europeu Joachim Nagel afirmou nesta segunda-feira que ‌não haverá alívio imediato do aumento da inflação impulsionado pelos preços da energia mesmo que o ‌Estreito de Ormuz seja reaberto em breve, pois levará meses para que o abastecimento de petróleo se recupere ao nível pré-guerra.

Autoridades dos EUA e do Irã anunciaram que chegaram a um acordo para ⁠encerrar ‌a guerra e reabrir o estreito, porta ⁠de entrada para o transporte de energia, em um pacto preliminar que fez com que os preços do petróleo caíssem.

Mas Nagel reafirmou sua opinião de que todas as opções — ou ​seja, tanto manter as taxas de juros estáveis quanto aumentá-las — permanecem em aberto para a ​próxima reunião de política monetária do banco central, de 22 a 23 de julho.

“Não há alívio à vista no futuro próximo”, disse Nagel. “Pelo contrário: mesmo que o Estreito de Ormuz volte ‌a ser navegável em breve, ​levará meses para que o abastecimento de petróleo retorne ao normal.”

O BCE elevou as taxas de juros pela primeira vez em ⁠quase três ​anos na ​semana passada para tentar conter a inflação antes que o aumento ⁠nos custos de energia — que ​se seguiu a uma interrupção sem precedentes no abastecimento ligada à guerra no Irã — espalhe-se ainda mais ​pela economia da zona do euro.

Nagel disse que deve ser esperado outro aumento da ​inflação quando as ⁠medidas governamentais para limitar as altas dos preços da energia expirarem. ⁠Essas medidas, que incluem um desconto no preço do combustível nos postos na Alemanha, reduziram a taxa de inflação na zona do euro em 0,4 ponto percentual em maio, disse Nagel.