Varejo

Lojistas satélites indicam alta de 2,63% nas vendas de Natal de 2021 ante 2019

Houve um pequeno crescimento nas vendas deste Natal, mas se for aplicado na inflação não é um crescimento real

Por  Estadão Conteúdo -

As vendas de Natal dos pequenos e médios lojistas cresceram em média 2,63% em comparação ao mesmo período de 2019. Os dados foram coletados por meio de pesquisa da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), com seus mais de 100 associados, que juntos representam mais de 3 mil pontos de vendas no País. O levantamento leva em consideração os resultados das vendas de 1º até 24 de dezembro de 2021. Para a associação, o resultado foi abaixo do previsto e há preocupações em relações aos custos ocupacionais dos shoppings em 2022.

“Houve um pequeno crescimento nas vendas deste Natal, mas se for aplicado na inflação não é um crescimento real. Tivemos mais um ano difícil para o comércio com falta de matéria prima, inflação pressionando preços, a elevação dos custos de ocupação das lojas e a correção do aluguel pelo IGP, que nos últimos 24 meses teve alta de até 47% nos contratos”, declara Mauro Francis, presidente da Ablos.

Na enquete foi notado um leve crescimento das vendas no setor de vestuário das lojas físicas, em especial das marcas que atendem o público A e B. Para as lojas de vestuário, o crescimento apontado foi de 6%. No segmento de alimentação, o crescimento foi de 7,5%, o mesmo registrado no setor de joalherias. A maior queda registrada na enquete foi do setor de acessórios, com um tombo de 15% nas vendas.

A associação optou por fazer a comparação com 2019, já que em 2020 o comércio ainda lidava com restrições de funcionamento em razão da pandemia. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) divulgado na última segunda-feira, os estabelecimentos do setor registraram alta real de 10% nas vendas natalinas em relação a 2020.

A Alshop estima que as vendas dentro dos centros de compras somem R$ 204 bilhões no acumulado de 2021, o que representaria um crescimento de 58% em relação a 2020. Se comparado ao faturamento de 2019, porém, é prevista uma redução de 3,5% das vendas.

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