Cenário complicado

Lazard vê segunda onda da crise nos EUA puxada por empresas sem caixa

“Eu simplesmente não acredito que vamos ter um interruptor de luz” com o qual a economia será reativada quando as empresas reabrirem, diz CEO

Estação de gás avisa sobre fechamento a clientes no Queens, NY, EUA, durante pandemia do coronavírus (Foto: Spencer Platt/Getty Images)
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(Bloomberg) — O diretor-presidente da Lazard, Ken Jacobs, cuja empresa trabalha em algumas das maiores reestruturações do mundo, vê mais problemas pela frente, mesmo com a reabertura das economias.

“A segunda onda deve começar em algum momento deste verão para empresas que não têm dinheiro suficiente para sobreviver”, disse Jacobs em entrevista nesta semana.

Jacobs compartilha a opinião de seu vice, Peter Orszag, segundo o qual pode haver pedidos de recuperação judicial em cascata se o governo dos EUA não aumentar os estímulos. O governo do presidente Donald Trump planeja um pacote de alívio de US$ 1 trilhão, disseram pessoas com conhecimento do assunto. O valor equivale a cerca de 30% do montante da rodada anterior.

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Com 40 milhões de americanos com pedidos de seguro-desemprego, “isso realmente começa a infectar o resto da economia e sua capacidade de se recuperar”, disse Jacobs. Empregos de colarinho branco são os próximos a serem afetados, de acordo com análise da Bloomberg.

Líderes de Wall Street, como Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, e John Waldron, presidente do Goldman Sachs, manifestaram preocupação com o potencial da recuperação econômica.

“Eu simplesmente não acredito que vamos ter um interruptor de luz” com o qual a economia será reativada quando as empresas reabrirem, disse Jacobs.

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