‘Já temos interface com OCDE que não é pequena’, afirma Haddad

Processo de adesão formal do Brasil ao grupo dos países ricos avançou nos últimos anos, mas pode ser revisto no governo Lula

Estadão Conteúdo

Bandeira da OCDE (Shutterstock)

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O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse nesta quarta-feira (28) que o presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá reavaliar o processo de entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Já temos uma interface com a OCDE que não é pequena, mas o processo de entrada do Brasil na OCDE será definido pelo governo e não pela Fazenda. O presidente Lula tem grande experiência de dois governos sobre esse assunto e com certeza irá revisitar isso em janeiro”, respondeu Haddad, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição.

Segundo o serviços de notícias em tempo real Broadcast, o ingresso do País à OCDE pode ‘subir no telhado’ no Governo Lula, de acordo com fontes técnicas a par do assunto. Uma corrente avalia que o País já obteve os principais ganhos até aqui em aderir a instrumentos e padrões da instituição com sede em Paris e que, a partir de agora, estar alinhado com outras exigências seria apenas prejudicial ao Brasil em fóruns multilaterais.

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Haddad também minimizou qualquer desconforto com a eleição do ex-presidente do Banco Central no governo Temer, Ilan Goldfajn, para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no fim de novembro.

Em novembro, antes da eleição de Goldfajn, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, chegou a afirmar que seria “de bom tom” o BID adiar a escolha de seu novo presidente, diante da mudança de governo em andamento no Brasil. “Me dou muito bem tanto com o BID, quanto com Ilan, que tão logo foi eleito nos ligou para se colocar à disposição do novo governo. Não tem a menor chance de termos problemas com BID”, completou.