Inflação nos EUA: núcleo do PCE avança 0,4% em janeiro, em linha com o esperado

Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4% no núcleo do PCE. Nos 12 meses até dezembro, o núcleo do índice avançou 3,1%.

Equipe InfoMoney

Supermercado em Redmond, EUA 24/11/2025. REUTERS/David Ryder
Supermercado em Redmond, EUA 24/11/2025. REUTERS/David Ryder

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O núcleo da inflação PCE nos Estados Unidos, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,4% em janeiro, informou o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio nesta sexta-feira (13). Na base anual, a alta foi de 3,1%.

Os números ficaram em linha com as projeções. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4% no núcleo do PCE. Em 12 meses, o núcleo do índice avançou 3,1%.

Essa é uma das medidas acompanhadas pelo banco central dos EUA para sua meta de inflação de 2%. 

Viva do lucro de grandes empresas

Já o índice PCE cheio avançou 0,3% em janeiro. Na base anual, a alta foi 2,8%. A estimativa dos economistas era de alta mensal de 0,3% e anual de 2,9%.

O banco central dos EUA acompanha as medidas de inflação do PCE para atingir sua meta de 2%. A expectativa é de que Fed mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% na próxima quarta-feira. Economistas veem a janela para cortes se fechando, com os mercados financeiros prevendo uma única redução este ano em setembro.

Já os gastos dos consumidores dos Estados Unidos aumentaram um pouco mais do que o esperado em janeiro, o que, juntamente com a força contínua da inflação subjacente e a guerra prolongada no Oriente Médio, reforça a visão dos economistas de que o Federal Reserve não retomará o corte da taxa de juros por algum tempo.

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Os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica, aumentaram 0,4% em janeiro, repetindo a taxa de dezembro, informou o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio nesta sexta-feira.

Economistas previam avanço de 0,3%.

O Escritório ainda está recuperando a divulgação de dados após os atrasos causados pela paralisação do governo no ano passado.

O consumo pode ser afetado pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que aumentou os preços do petróleo. Os preços da gasolina no varejo subiram mais de 20%, para US$3,60 por galão, desde o início do conflito, segundo dados do grupo de defesa dos motoristas AAA.

A guerra também está causando volatilidade no mercado de ações, com os economistas alertando para a redução da riqueza entre as famílias de renda mais alta, o que poderia forçar algumas delas a cortar gastos. As famílias de alta renda são os principais impulsionadores dos gastos dos consumidores e da economia em geral. As famílias de baixa renda já reduziram seus gastos, pois as tarifas sobre as importações aumentaram os preços dos produtos.

(com Reuters)

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