Inflação na zona do euro acelera em julho e reforça argumentos para alta de juros

A inflação anual nos 21 países que adotam o euro subiu para 2,9% em julho, ante 2,8% no mês anterior, em linha com as expectativas

Reuters

Sede do BCE em Frankfurt, Alemanha
18/07/2024. REUTERS/Jana Rodenbusch/File Photo
Sede do BCE em Frankfurt, Alemanha 18/07/2024. REUTERS/Jana Rodenbusch/File Photo

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FRANKFURT, 31 Jul (Reuters) – A ⁠inflação na zona do euro acelerou ⁠em julho, reforçando os argumentos já fortes a favor ‌de um novo aumento das taxas de juros pelo Banco Central Europeu, especialmente porque os altos preços do petróleo prenunciam ‌um aumento ainda maior das pressões inflacionárias.

A inflação anual nos 21 países que adotam o euro subiu para 2,9% em julho, ante 2,8% no mês anterior, em linha com as expectativas, com o aumento dos preços do petróleo devido à guerra ⁠no ‌Irã sendo o principal fator por trás desse resultado, segundo ⁠dados divulgados pela Eurostat nesta sexta-feira.

A inflação subjacente, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, acelerou de 2,4% para 2,5% uma vez que a inflação dos serviços subiu para 3,3%.

Embora cruciais, os números de julho provavelmente ​não serão um fator decisivo para o BCE, já que as autoridades receberão outro dado sobre a inflação em ​agosto, antes de sua próxima reunião de política monetária, e os preços do petróleo têm se mostrado extremamente voláteis.

Ainda assim, o banco central sinalizou fortemente que um aumento dos juros está por vir, argumentando que a economia está se ‌comportando de acordo com seu cenário “de referência”, ​que por si só já previa um aumento em 10 de setembro.

Os dados sobre o crescimento econômico também amenizaram as preocupações de que um aumento ⁠dos juros, destinado ​a impedir que ​os altos preços da energia se infiltrem de forma mais ampla nos preços ⁠e salários, pudesse prejudicar o crescimento ​econômico.

A economia da zona do euro cresceu 0,4% no segundo trimestre, o dobro do esperado, contrariando as previsões pessimistas de que a ​guerra e os altos custos da energia poderiam levá-la à beira de uma recessão.

Os mercados financeiros apostam em ​mais de dois ⁠aumentos nas taxas de juros, com esses movimentos já totalmente precificados para outubro e ⁠abril.

Os economistas, no entanto, estão mais cautelosos e prevêem apenas mais um aumento, partindo do pressuposto de que os altos preços da energia ainda não geraram impactos de segunda ordem nos preços, o que poderia, então, perpetuar a inflação elevada.

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