Inflação esperada por consumidores dos EUA volta a subir e atinge 3,4% em um ano

Pesquisa do Fed de Nova York mostra alta nas projeções para gasolina, alimentos e aluguel, piora na percepção sobre emprego e crédito e maior pessimismo com a situação financeira das famílias

Estadão Conteúdo

Consumidores observam roupas em loja de Nova York, nos EUA
24/11/2023
REUTERS/Vincent Alban
Consumidores observam roupas em loja de Nova York, nos EUA 24/11/2023 REUTERS/Vincent Alban

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As expectativas medianas de inflação em horizonte de um ano dos consumidores americanos subiram de 3% em fevereiro para 3,4% em março, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 7, pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Nova York. Já as expectativas para o horizonte de três anos avançaram 0,1 ponto porcentual (pp), a 3,1%, enquanto as de cinco anos permaneceram estáveis em 3%.

As expectativas para os preços de commodities no próximo ano aumentaram em 5,3 pp no caso da gasolina, para 9,4% — o maior nível registrado desde março de 2022, logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. As projeções para os preços de alimentos e aluguéis também subiram, para 6% e 7,1% em março, respectivamente.

No mercado de trabalho, a probabilidade de que a taxa de desemprego esteja mais alta daqui a um ano aumentou 3,6 pp, para 43,5% — o maior nível desde abril de 2025.

A percepção média da probabilidade de perder o emprego no próximo ano subiu marginalmente, para 14,4%, ainda abaixo da média móvel de 14,6%. Já a percepção sobre uma possível demissão voluntária avançou para 18,3%, e a de encontrar um novo emprego teve alta para 45,9%.

A avaliação das famílias sobre a situação financeira atual piorou, assim como as expectativas para o próximo ano, que caíram ao pior nível desde abril de 2025, quando foram anunciadas tarifas recíprocas pelo governo Trump.

Os consumidores também esperam condições mais difíceis para a obtenção de crédito no próximo ano, com apenas uma pequena parcela projetando melhora nas condições financeiras.

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