Perspectivas

Inflação, dólar nas alturas e reunião do BCE: o que acompanhar na semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na semana

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO -Em meio ao pânico dos mercados globais com o surto do coronavírus, a bolsa entra na segunda semana de março com os investidores de olho no desenrolar de novos casos de Covid-19, enquanto o dólar segue em tendência de alta mesmo encerrando uma sequência de 12 altas.

A moeda americana registrou ganhos de 3,42% na semana que passou e o Banco Central aumentou sua atuação, apesar de seguir indicando intervir apenas para ajudar na liquidez, sem objetivo de realmente conter o movimento.

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A autoridade monetária colocou US$ 5 bilhões em swaps cambiais entre quinta e sexta-feira e a pressão na moeda fez com que os juros futuros reduzirem as apostas de corte de Selic. Para os próximos dias, o mercado acompanha até onde vai o fôlego para o dólar avançar, além das chances de o BC decidir ser mais duro na intervenção, buscando conter a alta.

Enquanto isso, o coronavírus segue como principal ponto de atenção dos mercados no mundo todo. Na sexta o número de infectados globalmente superou os 100 mil e a cada dia se analisam mais os impactos que o vírus e as quarentenas que estão sendo impostas podem ter na economia.

Agenda doméstica

No Brasil, destaque para os dados de inflação medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na quarta-feira (11). Um dia antes saem os números da produção industrial.

Os dois dados podem ajudar a consolidar apostas de cortes na Selic caso decepcionem as projeções. Além disso, há a expectativa de que o governo anuncie uma revisão de suas projeções para a economia, podendo incluir um corte na expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

Enquanto isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de debate na quarta-feira na comissão mista da Reforma Tributária, segundo informações da Agência Senado. Nos últimos dias ele chamou atenção ao falar que o dólar pode ir a R$ 5,00 se ele próprio fizer “muita besteira”.

Na bolsa, vale lembrar que, a partir de segunda-feira (9), o Ibovespa retorna ao seu horário normal, abrindo às 10h (horário de Brasília) e fechando às 17h. Clique aqui para saber mais.

Mercado externo

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O calendário no exterior será mais tranquilo, deixando o foco maior para os impactos do coronavírus.

Apesar disso, os investidores acompanharão atentos a reunião do Banco Central Europeu (BCE) com expectativa crescente de que ocorra um corte de juros no bloco europeu. Nos Estados Unidos, as atenções se voltam para alguns poucos indicadores, com destaque para a inflação medida pelo CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês).

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores e resultados.

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