Inflação da zona do euro desacelera a 2% em dezembro e deve cair em 2026

A inflação no bloco monetário desacelerou para 2,0% em dezembro, de 2,1% no mês ‌anterior

Reuters

Sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, na Bélgica
08/11/2023
REUTERS/Yves Herman
Sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, na Bélgica 08/11/2023 REUTERS/Yves Herman

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FRANKFURT, 7 Jan (Reuters) – A inflação ‍da zona do euro desacelerou conforme ⁠o esperado no mês passado, atingindo a ‍meta de 2% do Banco Central Europeu, antes de provavelmente cair nos próximos meses, uma vez ‌que a queda dos custos de energia compensou as pressões internas persistentes sobre os preços, mostraram dados da Eurostat nesta quarta-feira.

A inflação no bloco monetário desacelerou para 2,0% em dezembro, de 2,1% no mês ‌anterior, em linha com a expectativa em ‌uma pesquisa da Reuters com economistas, uma vez que os preços de energia continuaram a puxar para baixo o aumento geral dos preços, compensando um aumento na inflação de alimentos.

Um ‌dado mais crucial sobre os preços subjacentes, que exclui os custos voláteis de alimentos e ​energia, diminuiu para 2,3%, de 2,4%, devido a uma modesta desaceleração na inflação de serviços e produtos industriais.

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O aumento dos preços oscilou em torno da meta de 2% do BCE durante a maior parte de 2025, e o banco o vê próximo desse nível nos próximos anos, mesmo que a inflação possa ficar abaixo da meta ​na maior ⁠parte deste ⁠ano e do próximo.

Embora algumas autoridades de política monetária tenham expressado ‌preocupação com o fato de que as leituras baixas poderiam perpetuar a inflação anêmica ao deflacionar as demandas salariais, a maioria parece ‍ter adotado uma visão mais relaxada, argumentando que a queda é temporária e causada ​principalmente pela ‌volatilidade da energia.

De fato, o BCE sinalizou no mês passado que ‍não tem pressa em ajustar ainda mais a política monetária, consolidando as expectativas do mercado de que vai manter sua taxa de depósito em 2% durante todo o ano de 2026.

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