Inflação ao consumidor na China recua 0,1% em abril ante março; preços ficam 0,1% mais altos que em 2022

Consenso Refinitiv previa estabilidade na comparação mensal e alta de 0,4% na anual; no ano passado, a inflação de abril estava em 2,1%

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O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) na China caiu 0,1% em abril em relação a março, que já havia apresentado deflação de 0,3% ante o mês anterior. Na comparação com abril de 2022, os preços tiveram alta de 0,1%, desacelerando em relação aos 0,7% de um mês antes. No ano passado, a inflação anualizada em abril estava em 2,1%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pelo NBS, o escritório nacional de estatísticas.

O consenso Refinitiv esperava estabilidade (0,0%) na inflação mensal e alta de 0,4% na comparação com abril de 2022.

O núcleo do CPI da China, que deduz os preços de alimentos e energia, subiu 0,7% em relação ao ano anterior e 0,1% na leitura mensal.

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Dong Lijuan, estatístico do NBS, comentou à agência de notícias Xinhua que, no mês passado, oferta foi geralmente suficiente e a demanda do consumidor se recuperou gradualmente.

Os preços dos alimentos continuaram a desempenhar em abril um papel importante na redução do nível geral de preços, recuando do aumento de 2,4% no ano anterior para 0,4% no mês passado. Aves, frutas, óleo de cozinha e carne suína tiveram crescimento de preços mais fraco e os preços de vegetais caíram acentuadamente.

Já os preços dos produtos não alimentícios subiram 0,1%, desacelerando em relação ao crescimento de 0,3% em março, com os preços da energia registrando uma queda significativa. No entanto, os preços de transporte e alojamento tiveram aumentos consideráveis, segundo do NBS.

A China pretende manter a taxa de inflação em torno de 3% em 2023. Os preços ao consumidor do país cresceram 2% em relação ao ano anterior em 2022.