Inflação ao consumidor na Alemanha confirma prévia e vai a 8,7% em fevereiro

Na comparação mensal, o CPI mostrou alta de 0,8% sobre janeiro; energia e alimentos ainda pressionam preços na Alemanha
Bandeira da Alemanha (Foto: Getty Images)
Bandeira da Alemanha (Foto: Getty Images)

Publicidade

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha confirmou a prévia e fechou o mês de fevereiro com alta de 0,8% sobre janeiro e manteve na comparação anual a mesma inflação observada em  janeiro, de 8,7%, segundo dados finais divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Destatis, o departamento federal de estatísticas. O dado também veio em linha com o consenso Refinitiv, que previa CPI de 0,8% na comparação mensal e de 8,7% na anual.

O núcleo da inflação excluindo os produtos energéticos e alimentares mostrou alta de 5,7% em fevereiro, ante 5,2% em dezembro e 5,6% em janeiro.

Segundo o Destatis, os preços da energia e dos alimentos, em particular, aumentaram consideravelmente desde o início da guerra na Ucrânia e ainda têm um impacto substancial na taxa de inflação.

Continua depois da publicidade

Devido à situação de guerra e crise, os estrangulamentos na entrega e o aumento dos preços nas fases iniciais do processo económico trazem impacto na taxa de inflação, o que por sua vez leva ao aumento dos preços de outros bens e serviços.

Os preços da energia na Alemanha continuam a mostrar desaceleração, mas se encontram ainda em patamar alto. A variação de preços nesse grupo foi de 19,1% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2022, ante 23,1% em janeiro.

O governo tem feito congelamentos dos preços da eletricidade, gás natural e aquecimento urbano, que entraram em vigor retrospectivamente a partir de janeiro de 2023.

No entanto, essa categoria de preços é influenciada por fatores como os preços de compra internacionais. Assim, um aumento particularmente grande foi novamente registrado nos preços da energia doméstica, que subiram 32,2% entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2023. Houve ainda aumentos de preços de 46,6% no gás natural, 23,1% na eletricidade e 16,1% no aquecimento urbano.

Os preços dos alimentos subiram 21,8% em fevereiro de 2023 ano a ano, uma variação mais forte do que a registrada em janeiro, de 20,2%. Os preços significativamente mais elevados foram registados nos produtos lácteos e ovos (+35,3%) e no pão e cereais (+24,3%). O consumidor também teve que pagar 69,9% a mais pelo açúcar do que em fevereiro de 2022.

Os preços dos serviços subiram 4,7% em fevereiro de 2023 em comparação com o mesmo mês do ano anterior.