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O índice de sentimento econômico da União Europeia (ESI, na sigla em inglês), que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu ainda mais em outubro, reforçando uma mínima não vista desde agosto de 2020. Segundo dados publicados nesta sexta-feira (28) pela Comissão Europeia, braço executivo da UE, o índice no mês atingiu 90,9 (1,5 ponto abaixo da medição de setembro.
Na Zona do Euro, o índice recuou 1,1 ponto e foi a 92,5, o menor desde novembro de 2020.
O Indicador de Expectativas de Emprego (EEI, na sigla em inglês) também diminuiu em outubro, para 104,5 na UE (1,8 ponto abaixo de setembro) e para 104,9 na área da moeda comum (-1,7 ponto).
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A diminuição do ESI em outubro resultou de acentuadas deteriorações nos serviços e na confiança na indústria transformadora, apenas parcialmente compensadas por ligeiras melhorias no comércio varejista e na confiança dos consumidores. A confiança na construção permaneceu amplamente estável.
Entre as maiores economias da UE, o índice caiu na Alemanha (-1,0) e Itália (-0,9), enquanto permaneceu praticamente inalterado na Holanda (-0,3) e França (0,0), mas melhorou na Polônia (+0,4) e Espanha (+1,4).
A confiança da indústria diminuiu pelo oitavo mês consecutivo (-1,3) à medida que as avaliações dos gerentes sobre o nível atual das carteiras de pedidos gerais pioraram acentuadamente e os estoques de produtos acabados aumentaram.
A confiança dos serviços caiu (-2,4) devido a uma deterioração acentuada de todos os três componentes (visões sobre a situação anterior dos negócios, demanda passada e expectativas de demanda).
Já confiança do consumidor acelerou ligeiramente (+0,7) em relação ao recorde de baixa de setembro. Os consumidores mostraram-se mais otimistas quanto às suas perspectivas sobre a situação financeira futura de suas famílias e a situação económica geral, enquanto as avaliações da situação financeira passada do seu agregado familiar deterioraram-se ligeiramente. As intenções de efetuar compras importantes permaneceram em geral estáveis.
A confiança do comércio varejista também aumentou (+0,8), graças a uma melhora acentuada na avaliação dos varejistas sobre a situação anterior dos negócios, enquanto suas avaliações sobre o volume de estoques e a situação esperada dos negócios permaneceram praticamente inalteradas.
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A confiança na construção manteve-se (+0,2), resultado de uma melhoria acentuada nas expectativas de emprego dos gestores, compensada por uma forte diminuição na avaliação do nível de carteiras de encomendas.