IGP-10 tem queda inesperada em junho com deflação nos preços ao produtor, mostra FGV

O recuo do indicador foi determinado pela baixa de 0,71% do IPA-10 sob impacto do recuo em commodities como café e combustíveis, frustrando a projeção do mercado de uma alta de 0,34%

Reuters

Preços em supermercado de Washington, nos EUA (Reuters/Sarah Silbiger)
Preços em supermercado de Washington, nos EUA (Reuters/Sarah Silbiger)

Publicidade

SÃO PAULO, 16 Jun (Reuters) – ⁠O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) ⁠registrou queda inesperada de 0,30% em junho, depois ‌de ter avançado 0,89% no mês anterior, influenciado principalmente pela deflação nos preços ao ‌produtor.

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 2,15%, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A expectativa em pesquisa da Reuters ⁠era ‌de alta de 0,34% no mês.

O Índice ⁠de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,71% em junho, depois ​de avançar 0,95% no mês anterior.

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, destacaram-se quedas ​dos preços de commodities relevantes como café, cana-de-açúcar e combustíveis, ‘refletindo um cenário de acomodação nos preços internacionais e normalização de oferta’.

‘Por outro lado, houve pressões pontuais de alta ‌em itens agrícolas como batata-inglesa ​e feijão, associadas a fatores sazonais de oferta’, completou.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do ⁠índice geral, ​registrou alta ​de 0,56% no mês, depois de aumento de 0,68% em ⁠maio.

O resultado do IPC ​se deu com a desaceleração de combustíveis, apesar de aumentos em alimentos in natura e tarifas ​de energia, de acordo com Dias.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por ​sua vez, subiu ⁠0,92% em junho, depois de uma alta de 0,86% em ⁠maio.

Continua depois da publicidade

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo ​Simões)

Tópicos relacionados