Guedes volta a criticar construção do teto de gastos e justifica flexibilizações

Ministro diz que regra foi criada para evitar que o governo seguisse inchando, mas que sua gestão chegou com filosofia de descentralização de recursos

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Paulo Guedes, ministro da Economia (Foto: Edu Andrade/Ascom/ME)
Paulo Guedes, ministro da Economia (Foto: Edu Andrade/Ascom/ME)

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer nesta quarta-feira (21) que o teto dos gastos foi mal construído ao justificar as flexibilizações da regra desde o início do mandato.

A primeira flexibilização, logo no primeiro ano do governo, foi necessária, lembrou Guedes, para permitir a transferência de R$ 20 bilhões, em recursos do petróleo, a Estados e municípios.

“Fomos criticados, acusados de populismo fiscal. O teto foi mal construído. Era para evitar que o governo seguisse inchando … Mas chegamos com a filosofia de descentralização de recursos”, comentou Guedes, ao falar da transferência de recursos aos entes da Federação.

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O Brasil, segundo o ministro, nunca teve um fiscal tão no lugar quanto agora.

Depois, em 2020, continuou Guedes, a chegada da pandemia, levando ao isolamento social e interrupção de atividades, exigiu a suspensão da regra para socorrer, com o auxílio emergencial, as famílias vulneráveis.

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“Íamos deixar a população perecer? Era evidente em 2020 que você tinha de levantar o teto, sem ferir responsabilidade fiscal”, declarou o ministro durante participação na cerimônia de abertura em São Paulo de congresso realizado pela Fenabrave, associação das concessionárias de automóveis.

Por fim, no terceiro ano do mandato, Guedes lembrou que a conta dos precatórios, que não podia ser paga dentro do teto, forçou também a flexibilização do dispositivo, porém o governo não deixará de pagar o passivo das sentenças judiciais.

Inflação

Em dia da decisão sobre juros do Comitê de Política Monetária (Copom), o ministro da Economia destacou as revisões para baixo da inflação, após as medidas de desoneração dos combustíveis.

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“Não subestimem o Brasil. As estimativas do mercado para setembro apontam para o terceiro mês consecutivo de deflação. Será o trimestre de maior deflação da história brasileira, ao mesmo tempo em que vemos revisão de crescimento”, disse Guedes.

Atividade

O ministro da Economia afirmou ainda que o Brasil está recuperando a dinâmica de crescimento. “Observem os fatos, não as narrativas politicas”, declarou Guedes.