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Governo terá política de estímulos para contratação, diz secretário especial da Previdência

"Tudo indica que em breve estaremos saindo da pandemia e Brasil voltará a ter estímulos para contratação, esse é nosso foco", disse

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(Wikimedia Commons)
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SÃO PAULO – Após os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrarem o fechamento de mais de 860 mil vagas no Brasil em abril, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirmou que o governo vai anunciar uma política de estímulos para contratação.

“Tudo indica que em breve estaremos saindo da pandemia e Brasil voltará a ter estímulos para contratação, esse é nosso foco”, disse ele durante uma coletiva virtual para comentar os números.

Segundo o secretário, se não fosse o programa do governo para pagamento de benefício para quem teve a jornada reduzida e contrato de trabalho suspenso, resultado poderia ser mais de 10 milhões de desempregados no país por conta da pandemia.

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Bianco ainda disse que o fechamento de postos hoje é fruto fundamentalmente da queda das contratações decorrentes da crise com o coronavírus, mas ele reforçou que os empregos estão sendo preservados.

De acordo com os dados do Ministério da Economia, cerca de 500 mil demissões este ano estão diretamente associadas ao coronavírus.

O fechamento de mais de 860 mil postos de trabalho foi resultado de 598.596 admissões e 1.459.099 demissões ao longo do último mês. Este foi o pior resultado para abril do País na série histórica.

Em abril do ano passado, o Caged teve saldo positivo de 129.601 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 1.374.628 admissões e 1.245.071 demissões.

Com isso, os números mostram que houve um aumento de 17,2% nas demissões na comparação anual, enquanto as admissões recuaram 56,5%.