Governo marca leilão do Aeroporto de Brasília e inclui bloco de 10 terminais

Governo publica edital da concessão, que inclui R$ 1,2 bilhão em investimentos e mais dez aeroportos regionais

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O leilão do Aeroporto de Brasília foi marcado para 17 de dezembro. A estrutura será ofertada junto com um bloco de dez terminais regionais (veja abaixo).

O edital de licitação foi publicado nesta quarta-feira e prevê R$ 1,2 bilhão em novos investimentos. Entre as obras estão previstas a construção de um novo terminal internacional, um edifício-garagem e uma nova via de acesso.

A nova modelagem é resultado de uma negociação homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que envolveu Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) e a atual concessionária, a Inframerica.

O leilão é uma alternativa à relicitação do aeroporto, diante da decisão da operadora atual em devolver o ativo para a União. O mesmo modelo foi adotado no Galeão, no Rio.

Entre as mudanças incorporadas aos documentos finais estão o aprimoramento da estrutura financeira da concessão e a definição do valor para a aquisição dos 49% de participação da Infraero, fixado em R$ 628,76 milhões, atualizado pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

A alíquota mínima da Contribuição Variável também foi reduzida de 5,9% para 5,13%, em razão da inclusão de novos investimentos obrigatórios no contrato. O prazo da concessão permanece até 2037.

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O aeroporto da capital federal é o quarto mais movimentado do país. Entre janeiro e julho, recebeu mais de 9,7 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais nos sete primeiros meses deste ano.

O resultado representa alta de 8,14% em relação ao mesmo período de 2025. É o único aeroporto é o único do país com duas pistas capazes de operar simultaneamente.

O aeroporto de Brasília fez parte das primeiras rodadas de privatização do setor em 2012. O terminal foi arrematado pela Inframérica com ágio de 673%.

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Anos depois, a concessionária passou a enfrentar dificuldades para arcar com a outorga, diante de premissas do modelo de concessão que não se confirmaram, crises da economia e a pandemia da Covid.

Com Brasília, serão leiloados os aeroportos de: