Governo Lula quer mais 1 milhão de novos contratos no MCMV em 2026

Apesar de desafiadora, a meta é factível, na avaliação Augusto Rabelo, secretário Nacional de Habitação, que segue destacando aos impactos das Faixas 1 e 2 no resultado

Maria Luiza Dourado

Unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida (Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil)
Unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida (Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil)

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O governo federal definiu a meta mais agressiva do Minha Casa, Minha Vida para 2026: a contratação de 1 milhão de novas unidades no âmbito do programa. A informação foi dada por Augusto Rabelo, secretário Nacional de Habitação, durante o Real Estate Conference, realizado na sede da XP Investimentos, em São Paulo, nesta terça-feira (20).

A meta corresponde ao que ainda falta para que a gestão do terceiro mandato do presidente Lula atinja o objetivo geral de contratar 3 milhões de unidades pelo Minha Casa, Minha Vida, considerando todas as modalidades do programa – como FGTS, FGTS Urbano, FAR, Entidades e Rural.

Como ocorre tradicionalmente, a maior parte desse volume virá das categorias não subsidiadas, ou seja, dos financiamentos. A meta para 2026 é de cerca de 850 mil novos contratos. Se cumprida, a meta representará um crescimento anualizado de quase 25% em relação aos quase 690 mil novos financiamentos registrados em 2025.

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Apesar de desafiadora, a meta é factível, na avaliação de Rabelo. “A meta não é impossível (…) A prova disso é que o mercado está interessado e com disposição”, afirmou.

Segundo o secretário, a força motriz desse crescimento continuará concentrada majoritariamente nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida. “Acho que Faixa 3 e Faixa 4 devem representar um pouquinho a mais do que no ano passado – até porque a Faixa 4 estará mais madura, afinal ela foi lançada no início de 2025”, avalia.

Ainda assim, de acordo com Rabelo, agentes do setor privado têm relatado um redirecionamento de projetos que inicialmente não seriam destinados ao Minha Casa, Minha Vida para dentro do programa, além de uma empolgação com a nova política habitacional anunciada pelo governo federal, que prevê a remoção gradual dos depósitos compulsórios de 20% da caderneta de poupança ao Banco Central.

Além disso, as novas regras do Sistema Financeiro da Habitação, fora do Minha Casa, Minha Vida, voltadas para famílias com renda acima de R$ 12 mil, abrem “um universo novo”, uma nova camada de possibilidades de financiamento e de captação de recursos. Esse movimento, segundo ele, traz ao setor a perspectiva de que “Então eu posso apostar no Minha Casa Minha Vida e colocar nele um produto que estava em outra prateleira, porque, como um novo universo será aberto, vou ter onde ganhar, lá e cá”.

Maria Luiza Dourado

Repórter de Finanças do InfoMoney. É formada pela Cásper Líbero e possui especialização em Economia pela Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.