Governo Lula avalia aporte de até R$ 2 bi no FGI para ampliar crédito a empresas

Plano prevê reforço ao Peac via BNDES, prazos maiores, mais garantia da União e fim de taxa para renegociação de dívidas de micro, pequenas e médias companhias

Reuters

Logotipo do BNDES retratado do lado de fora do prédio no Rio de Janeiro, Brasil, em 6 de setembro de 2017. REUTERS/Pilar Olivares
Logotipo do BNDES retratado do lado de fora do prédio no Rio de Janeiro, Brasil, em 6 de setembro de 2017. REUTERS/Pilar Olivares

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O ⁠governo do presidente Luiz ⁠Inácio Lula da Silva avalia fazer um ‌aporte de até R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e flexibilizar regras para ‌ampliar concessões de crédito a empresas e estimular renegociações de débitos, conforme apresentação vista pela Reuters e uma fonte com conhecimento direto do assunto.

A iniciativa, que deve ser ⁠anunciada ‌em conjunto com o plano mais ⁠amplo do governo para combate ao endividamento de famílias e empresas, será operacionalizada por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), do Banco Nacional de ​Desenvolvimento Econômico e Social, criado durante a pandemia de Covid-19.

A ideia é ampliar ​o acesso a crédito com garantia da União para micro, pequenas e médias empresas, com faturamento anual de até R$ 300 milhões, disse a fonte, destacando que ‌há demanda represada para financiamentos ​para essas companhias.

O plano em elaboração, que ainda pode passar por ajustes, prevê um alongamento de prazo das ⁠operações de ​até 7 ​anos para até 10 anos, além de um aumento do ⁠limite de garantia ​por instituição, segundo a fonte e a apresentação.

A medida em estudo ainda estabelece que seja ​retirada taxa do Encargo por Concessão de Garantia (ECG), cobrada pelo BNDES para utilização ​de garantias, ⁠para empresas que fizerem renegociação de dívidas.

O governo ainda ⁠pretende ampliar as finalidades permitidas para uso de crédito com garantia do programa, incluindo a possibilidade de concessão de financiamento para quitar outras dívidas.

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