Governo argentino diz que FMI aprovará acordo de US$ 20 bilhões na sexta-feira

Governo argentino precisa do acordo para suspender os controles de capital, aumentar as reservas de moeda estrangeira e sair de uma crise inflacionária

Reuters

Homem passa pelo logo do FMI no prédio da entidade em Washington
10/05/2018
REUTERS/Yuri Gripas
Homem passa pelo logo do FMI no prédio da entidade em Washington 10/05/2018 REUTERS/Yuri Gripas

Publicidade

BUENOS AIRES – O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovará um acordo de US$ 20 bilhões com a Argentina na sexta-feira (11) em uma reunião do conselho da entidade, disse o porta-voz da Presidência argentina, Manuel Adorni, em entrevista a uma estação de rádio nesta quarta-feira (9).

“Tudo o que tinha que ser dito já foi dito. Para nós, é extremamente relevante que o FMI esteja em processo de aprovação do acordo, que será finalizado na sexta-feira, porque isso é nada mais nada menos do que uma convicção de que o que estamos fazendo é correto”, disse Adorni à rádio El Observador.

O FMI disse na noite de terça-feira (8) que a equipe do órgão e as autoridades argentinas chegaram a um acordo sobre um programa econômico abrangente que poderia ser apoiado por um acordo de US$ 20 bilhões de 48 meses, que está sujeito à aprovação do seu conselho.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

“Desta vez, pela primeira vez, não será um estepe, mas acompanhará um programa que efetivamente tem uma espinha dorsal muito clara, que é o superávit e a estabilização macroeconômica, e que é uma Argentina que está começando a crescer genuinamente, que está começando a acabar com a inflação”, acrescentou Adorni na entrevista.

Em uma declaração concisa na terça-feira, o FMI elogiou as medidas de estabilização econômica promovidas pelo governo do presidente ultraliberal Javier Milei e disse que os detalhes do programa — incluindo o valor do primeiro desembolso — serão conhecidos quando a diretoria discutir o assunto nos próximos dias, sem fornecer uma data exata.

O governo argentino precisa desesperadamente do acordo de US$ 20 bilhões para suspender os controles de capital, aumentar as reservas de moeda estrangeira e sair de uma crise inflacionária.