Aumento deve começar no 2° trimestre

Gestores de fundos aumentam projeções de alta e veem Selic em até 5% ao fim de 2021

Levantamento realizado pela XP com 32 gestoras de estratégia multimercado aponta para juros estáveis na 1ª reunião do Copom no ano

(Getty Images)

SÃO PAULO – Com uma reunião para a qual não é aguardada nenhuma surpresa em termos de mudanças nos juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter a taxa Selic em 2% no primeiro encontro do ano.

Mas com dados de inflação cada vez mais preocupantes e em meio à expectativa de retomada da atividade global diante da vacinação contra o coronavírus em curso, as apostas do mercado para um aumento de juros têm ganhado força e se inclinado para uma Selic cada vez maior em dezembro.

Levantamento realizado pela equipe de fundos da XP com 32 gestoras de estratégia multimercado macro mostra que, assim como nas últimas três reuniões do Copom, 100% dos consultados esperam que a taxa Selic seja mantida nesta quarta-feira (20) no patamar atual.

Já a mediana das projeções para o juro básico ao fim de 2021 subiu de 3,00% para 3,63%, na comparação com o levantamento feito na última reunião do Copom, variando de 2% (portanto sem alteração) a 5% ao ano (na avaliação de duas gestoras).

A expectativa está em linha com o aumento da mediana da inflação projetada para 2021, que passou de 3,20% para 3,50%, aproximando-se da meta central, de 3,75% no ano.

Hoje a maior aposta dos gestores (com 43% dos consultados) se concentra no aumento da Selic no segundo trimestre deste ano, proporção que vem crescendo desde setembro.

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Bolsa em alta, dólar em queda

No que diz respeito ao posicionamento das gestoras entrevistadas, a Bolsa brasileira segue apontada como a que apresenta as melhores perspectivas.

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E na comparação com o levantamento feito em dezembro, houve o aumento da proporção de casas a favor da venda de dólar contra moedas de países emergentes, assim como a redução da parcela a favor de bolsas de países desenvolvidos.

“As perspectivas estão em linha com a composição dos portfólios, em que predominam posições compradas na bolsa brasileira – seja via o índice ou papéis individuais –, assim como posições compradas no real contra o dólar”, assinala a equipe da XP, em relatório.

As seguintes gestoras foram consultadas para o levantamento: Ace Capital, ARX, Asset 1, AZ Quest, Bahia Asset, Blue Line, BTG Pactual, Canvas, Claritas, Gap Asset, Garde, Genoa Capital, Ibiúna, JGP, Kairós, Kinea, Macro Capital, Mauá Capital, MZK, Novus, Occam, Opportunity, Pacífico, Panamby, Perservera, SulAmérica, Truxt, Ventor, Vinci Partners, Vinland, Vintage e XP Asset.

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