Galípolo: Tem sido consenso entre BCs que momento não é bom para apresentar cenários

Diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen enfatizou que, em cenários de incerteza, “quando se apresentam vários cenários, o mercado se prende no pior”

Estadão Conteúdo

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`Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante entrevista coletiva em Brasília
27/03/2025 REUTERS/Adriano Machado
`Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante entrevista coletiva em Brasília 27/03/2025 REUTERS/Adriano Machado

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira, 26, que há um consenso entre os bancos centrais no mundo de que o momento atual não é adequado para apresentar cenários.

Segundo Galípolo, em quadros de grande incerteza, quando são apresentados diferentes cenários, é bastante comum que se foque em um deles — talvez o pior —, aumentando a divulgação e gerando ruído na comunicação da política monetária.

Nesse sentido, o Copom, conforme mencionado na comunicação oficial, está em um ponto de pausa para analisar o cenário, em função da incerteza e da intensidade e velocidade do ajuste realizado, acrescenta o presidente do BC.

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Já o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, enfatizou que, em cenários de incerteza, “quando se apresentam vários cenários, o mercado se prende no pior, e aí se perde na comunicação”, acrescenta.

Segundo Guillen, como o último movimento do Copom foi elevar a Selic, “não faz sentido falar em cenário de juro estável, quando houve alta na última reunião”. Contudo, “no momento em que fizer sentido, podemos usar”.

Os comentários foram feitos durante entrevista coletiva para comentar o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.