Galípolo reitera que momento é de “calibragem” da política monetária com “serenidade”

"Serenidade significa que o BC está mais para um 'transatlântico' que para um 'jet ski", reforçou o presidente do BC

Reuters

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento no Guarujá (SP)
07/06/2025
REUTERS/Fernanda Luz
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento no Guarujá (SP) 07/06/2025 REUTERS/Fernanda Luz

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu nesta quarta-feira que a instituição pretende começar a “calibragem” da taxa de juros a partir de março, mas evitou dar sinais sobre o que será feito no restante do ano.

“A partir de janeiro, a gente decide sinalizar que antevê, em se confirmando o cenário, essa calibragem da política monetária, a partir de março, justamente para que a gente consiga reunir mais confiança para iniciar este ciclo”, comentou Galípolo em referência à sinalização, dada no último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), de que o ciclo de cortes da Selic começará no próximo mês.

Ele defendeu que a instituição tenha “serenidade” em suas decisões para o restante do ano, que serão tomadas a partir dos dados econômicos, sob pena de prejudicar a própria política monetária.

“Serenidade significa que o BC está mais para um ‘transatlântico’ que para um ‘jet ski'”, comparou Galípolo durante evento do BTG Pactual, em São Paulo. “Temos que ter serenidade para separar o que é ruído e o que é sinal”, acrescentou.

Em janeiro, o BC manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março. No mercado, as apostas majoritárias são de que o Copom iniciará o ciclo com corte de 50 pontos-base da taxa básica.