Galípolo: não será uma única reforma que normalizará políticas fiscal e monetária

Presidente do BC observou que, apesar dos juros altos, economia brasileira mostra resiliência e há dificuldade para a inflação convergir em direção à meta

Estadão Conteúdo

`Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante entrevista coletiva em Brasília
27/03/2025 REUTERS/Adriano Machado
`Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante entrevista coletiva em Brasília 27/03/2025 REUTERS/Adriano Machado

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, chamou a atenção nesta segunda-feira (9) para a dificuldade de combater a inflação no Brasil mesmo com juros historicamente mais altos do que os de outros mercados emergentes. Ele salientou que serão necessárias várias reformas para melhorar a eficácia da política monetária.

Durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Galípolo observou que, apesar dos juros altos, a economia mostra resiliência e há dificuldade para a inflação convergir em direção à meta. Mudar esta dinâmica, pontuou o presidente do BC, tornou-se o “grande desafio” da economia brasileira no momento.

Lembrando do Plano Real, que acabou com a hiperinflação no Brasil, Galípolo comentou que, desta vez, não haverá uma “bala de prata” para desobstruir os canais de transmissão da política monetária.

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“Isso vai demandar sucessivas reformas, que demandam o engajamento da sociedade como um todo, para normalizar as condições de política fiscal e de política monetária”, declarou Galípolo.