Relatório do Banco Central

Focus: Mercado vê novo corte da Selic em maio e contração de 0,48% do PIB em 2020

Taxa básica de juros deve encerrar este ano em 3,50% a.a.; aumento da Selic em 2021 também deverá ser menor

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Com o aumento das preocupações sobre o impacto recessivo do coronavírus sobre a economia brasileira, o mercado financeiro espera agora um novo corte da Selic já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio, levando a taxa básica de juros de 3,75% para 3,50% ao ano. É o que mostra o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (30). Para 2021, a projeção de alta também foi revista, de 5,25% para 5,00% ao ano.

Em um cenário marcado por medidas para minimizar a disseminação da Covid-19, como o isolamento social, as expectativas para inflação e crescimento da economia no país foram novamente reduzidas. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta foi reduzida pela terceira vez consecutiva, de 3,04% para 2,94%, em 2020, e de 3,60% para 3,57%, em 2021,

O mesmo aconteceu com as perspectivas para a expansão do PIB brasileiro, cuja mediana das projeções recuou pela sétima vez consecutiva, desta vez, de alta 1,48% para uma contração de 0,48%, porém ainda sem alterações para 2021, quando a atividade deverá crescer 2,50%.

Mesmo com as mudanças, as estimativas do Focus são melhores que as de instituições financeiras como Itaú Unibanco, ASA Bank, JP Morgan, Goldman Sachs, entre outras, que fizeram revisões mais drásticas em suas projeções para o PIB.

No que tange às previsões para o mercado cambial, o relatório Focus revelou que a estimativa para o dólar se manteve em R$ 4,50, em 2020, com leve alta de R$ 4,29 para R$ 4,30, ao fim de 2021.

Top 5

Entre os economistas que mais acertam as previsões, reunidos na categoria “Top 5” do relatório Focus, as estimativas para a Selic também foram reduzidas.

Agora, o grupo “Top 5 médio prazo” projeta a Selic encerrando este ano em 3,13% e o próximo, em 4,50% ao ano. Antes, as expectativas para a taxa básica de juros eram de 3,38% a.a. e 5,00% a.a., respectivamente.

Houve ainda leve alta na previsão para o dólar em 2020, de R$ 4,88 para R$ 4,90, com a moeda se mantendo neste patamar ao longo do próximo ano.

Já para a inflação medida pelo IPCA, as expectativas ficaram inalteradas em 2,96%, neste ano, e em 3,62%, em 2021.

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