FMI retoma relações com a Venezuela após mais de seis anos de congelamento

Após anos sem diálogo formal, fundo volta a coletar dados e avaliar a economia venezuelana, em meio à expectativa de reestruturação da dívida

Reuters

Um homem mostra as novas cédulas de 200 e 500 bolívares em Caracas, Venezuela, em 3 de setembro de 2024. REUTERS/Gaby Oraa
Um homem mostra as novas cédulas de 200 e 500 bolívares em Caracas, Venezuela, em 3 de setembro de 2024. REUTERS/Gaby Oraa

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quinta-feira (16) que retomou suas relações com a Venezuela, suspensas há mais de seis anos devido a problemas de reconhecimento do governo.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse que o fundo está agora em interlocução com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez. O FMI havia anunciado no mês passado a retomada do diálogo com o país, começando pela coleta de dados básicos e pela avaliação da economia após anos de interrupções.

Investidores voltaram a apostar nos títulos da Venezuela na expectativa de que a mudança de governo viabilize uma reestruturação da dívida — processo que, em geral, é sustentado por um novo programa de empréstimos do FMI e pelos dados que o acompanham sobre qual nível de endividamento é sustentável para o país. O FMI não publica uma avaliação econômica completa sobre a Venezuela desde 2004.

A retomada das relações formais ocorre após a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, ter deposto o presidente Nicolás Maduro em uma operação em Caracas, em janeiro. Desde então, Washington tem trabalhado com Rodríguez e busca ampliar a presença norte-americana nos setores de petróleo e mineração da Venezuela.

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