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21 Out (Reuters) – A agência Fitch Ratings, de classificação de risco de crédito, disse nesta quarta-feira esperar uma política fiscal mais rígida no Brasil no próximo ano, independentemente de quem vencer a disputa presidencial neste mês, ressaltando que o aperto das contas públicas e o juro elevado pesarão sobre a atividade econômica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo domingo.

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Em relatório, a Fitch justificou a expectativa de um aperto nas contas públicas citando o fato de o déficit orçamentário do país já estar acima de 8% do PIB e de a relação dívida/PIB superar 80%.
A agência espera que o Produto Interno Bruto do país cresça 1,9% este ano e 1,4% em 2027, e estima que a Selic, atualmente em 13,75%, chegue ao final do próximo ano em 11,75%.
‘A taxa de juros poderia cair mais rapidamente em caso de um ajuste fiscal significativo, o que também poderia pressionar para baixo os juros de prazo mais longo’, disse a Fitch, ressaltando que o Banco Central ainda deverá manter os juros reais elevados em meio a expectativas de inflação elevadas e à persistência da inflação de serviços.
‘Isso manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida e limitará o consumo das famílias, o investimento das empresas e o crescimento do crédito, mesmo com a queda dos juros nominais.’
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