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A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou nesta quinta-feira (14) a nota de crédito soberano do Brasil em “BB-“, com perspectiva estável.
Com isso, o País permanece 3 degraus abaixo do grau de investimento, faixa considerada de baixo risco.
De acordo com a agência, o rating do Brasil é limitado pelo alto e crescente endividamento do governo, uma estrutura fiscal rígida, potencial fraco de crescimento econômico e um ambiente político complicado.
Por outro lado, entre os pontos positivos, estão a economia grande e diversificada, renda per capital alta em relação aos pares e capacidade de absorver choques externos com reservas internacionais robustas.
A agência avalia que o Congresso brasileiro aprovou recentemente “a tão esperada e necessária reforma de Previdência”, com economia de cerca de R$ 800 bilhões nos próximos dez anos.
Além disso, houve desinvestimentos feitos pela Petrobras e bancos estatais com a venda de ativos nos últimos meses.
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No entanto, o peso da dívida do governo é alto, em torno de 79% do PIB em 2019, enquanto a mediana atual dos países com o rating BB é de 46,7%.
A previsão da Fitch é de que a dívida continue subindo na próxima década e, para estabilizar a relação, será necessário um superávit primário de cerca de 3% do PIB, o que pode ser desafiador no atual ambiente de fraco crescimento da economia, a menos que haja um forte aumento na tendência de crescimento ou uma queda significativa dos gastos do governo.
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