Publicidade
As autoridades do Federal Reserve, reunidas em um cenário de guerra que começou há menos de três semanas, mantiveram a taxa de juros dos EUA nesta quarta-feira (18) após reunião do Federal Open Market Committee (Fomc).
A manutenção foi na faixa entre 3,50% a 3,75% ao ano, em linha com a expectativa do mercado. No comunicado, o Fomc indicou que há possibilidade de corte de 0,25% ainda em 2026 e outros ajustes da mesma magnitude em 2027.

Fed mudou apenas duas linhas entre os comunicados de janeiro e desta quarta; confira
Entre os votos, apenas Christopher Waller mudou de posição entre os dois encontros

EUA assinam memorando sobre minerais críticos com Goiás, visam acordo federal
Escobar disse que Washington também propôs um acordo em nível federal, que está atualmente em discussão
Na decisão que comunicou a manutenção, o banco central dos EUA projetou inflação mais alta, desemprego estável e apenas um único corte de juros no ano, enquanto as autoridades avaliaram os riscos econômicos decorrentes da guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã. O comunicado foi em linha com o último anúncio do comitê, ainda, em janeiro.
As novas projeções para juros e para a economia mostraram que o Fed, por ora, em grande medida está “olhando através” do choque do petróleo, com as autoridades ainda esperando reduzir os juros este ano e prevendo que a inflação fique em 2,2% até o fim de 2027, próxima da meta de 2% do banco central.
A inflação, medida pelo indicador preferido do Fed, deve encerrar o ano em 2,7%, não muito abaixo de seu nível atual e acima dos 2,4% projetados em dezembro, possível consequência do salto nos preços globais do petróleo após o início da campanha de bombardeios contra o Irã.
Implicações do Oriente Médio
“As implicações dos desdobramentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas”, disse o Fed em um comunicado de política monetária que também destacou a manutenção do desemprego em patamar estável.
Continua depois da publicidade
Os preços do petróleo saltaram de abaixo de US$ 80 o barril para US$ 108 antes da decisão de política do Fed, com os preços da gasolina nos EUA também disparando e novos dados de inflação mostrando os preços no atacado subindo mais rápido do que o esperado mesmo antes do início do conflito.
Fora a referência à guerra, o novo comunicado do Fed mudou pouco em relação ao divulgado ao fim da reunião de 27 e 28 de janeiro.
(com Reuters)