Ata do Fomc

Fed vê “quantidade extraordinária de incerteza e riscos consideráveis” por causa do coronavírus, mostra ata do Fomc

Em reunião encerrada em 29 de abril, o Fomc decidiu manter os juros americanos próximos de zero, descartando a chance de taxas negativas

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SÃO PAULO – O Federal Reserve mostrou grande preocupação com a economia dos Estados Unidos, segundo a ata da reunião do Fomc divulgada nesta quarta-feira (20).

“Os participantes comentaram que, além de pesar bastante na atividade econômica no curto prazo, os efeitos econômicos da pandemia criaram uma quantidade extraordinária de incerteza e riscos consideráveis para a atividade econômica no médio prazo”, diz o documento.

Em reunião encerrada em 29 de abril, o Fomc decidiu manter os juros americanos próximos de zero, indicando que este cenário deve se manter por um bom tempo, descartando a possibilidade de taxas negativas.

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O Fomc mostrou preocupação com o que deve acontecer caso as infecções pelo novo coronavírus aumentem no final do ano. A ata observou que a perspectiva “mais pessimista” de recuperação provavelmente é tão provável quanto a previsão inicial de melhoria.

“Nesse cenário, presume-se que uma segunda onda do surto de coronavírus, com outra série de restrições sobre interações sociais e operações comerciais, comece no final do ano, induzindo uma diminuição no PIB real, um salto na taxa de desemprego e pressão descendente renovada sobre a inflação no próximo ano”, diz o texto.

Uma segunda onda, observaram os dirigentes, também pode desencorajar as empresas a fazer investimentos de capital e recontratar trabalhadores.

Sobre ameaças específicas nos setores, o documento sobre a última reunião destacou a vulnerabilidade ao setor bancário e o potencial de falências de empresas não financeiras.

Os dirigentes também observaram o perigo de altos níveis de desemprego à medida que os trabalhadores se separavam da força de trabalho. O ônus da crise econômica, que provavelmente será a pior da história dos EUA no segundo trimestre, “cairia desproporcionalmente nas famílias mais vulneráveis e com restrições financeiras da economia”.

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