Em meio ao coronavírus

Fed anuncia injeção de liquidez de US$ 500 bi e operações para ajudar empresas a se financiarem

Operações ocorrem para que a economia americana não seja tão fortemente impactada em meio ao coronavírus

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SÃO PAULO – O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou nesta terça-feira (17) mais uma injeção de mais de US$ 500 bilhões no sistema financeiro para conter problemas de financiamento associados aos efeitos do coronavírus, através de suas operações de recompras de títulos (repo).

Na semana passada, a autoridade monetária já havia anunciado uma operação do tipo, que totalizou US$ 1,5 trilhão.

As operações seguem outras medidas de liquidez do Fed destinadas a fazer com que os bancos mantenham o dinheiro circulando na economia.

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Juntamente com as agressivas medidas de liquidez, o Fed também cortou sua taxa básica de juros em 150 pontos base, ou 1,5 ponto percentual, nas duas últimas semanas. No último domingo, o corte de juros foi de 1 ponto percentual, para a banda entre 0% e 0,25% ao ano.

A autoridade monetária também aprovou no domingo um programa de estímulos (Quantitative Easing) de US$ 700 bilhões como proteção para a maior economia do mundo contra a pandemia da doença. Deste montante, US$ 500 bilhões serão usados na compra de títulos do Tesouro e US$ 200 bilhões em hipotecas.

O Fed ainda informou que está realizando operações com objetivo de prestar ajuda às empresas que enfrentam dificuldades para obter o financiamento de curto prazo necessário para operar.

Em uma medida muito esperada em Wall Street, o banco central americano anunciou uma linha de crédito especial para comprar papéis corporativos de emissores que têm dificuldade em encontrar compradores no mercado aberto.

Trata-se do instrumento de financiamento “Commercial Paper” (CPFF, na sigla em inglês) para apoiar o fluxo de crédito para pessoas e empresas. “Os mercados de commercial papers financiam diretamente um grande espectro da atividade econômica, fornecendo crédito e financiamento para empréstimos e hipotecas, bem como liquidez para atender às necessidades operacionais de uma série de companhias”, afirma o Fed em comunicado no seu site.

O BC dos Estados Unidos diz que, para garantir o bom funcionamento desse mercado, especialmente em momentos de mais dificuldades, está fornecendo crédito para apoiar famílias, empresas e empregos pelo país. O BC americano informa que o mercado de commercial papers tem estado sob “considerável pressão” nos últimos dias, conforme as empresas e as pessoas físicas enfrentam mais incerteza, diante da pandemia de coronavírus.

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O Tesouro destinará US$ 10 bilhões de proteção ao crédito para o Fed, em conexão com o instrumento lançado a partir do Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro (ESF, na sigla em inglês), informa o comunicado.

O BC norte-americano então fornecerá financiamentos por meio do veículo de propósito especial (SPV, na sigla em inglês), no âmbito do CPFF, e seus empréstimos estarão garantidos por todos os ativos do SPC, explica o Fed.

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(Com Agência Estado)