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As exportações de café brasileiro somaram um recorde de 4,16 milhões de sacas para os meses de agosto, crescimento de 31% sobre igual período do ano anterior, com uma maior oferta chegando ao mercado após chuvas atrasarem a colheita de grãos arábica, apontou nesta quinta-feira (10) o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Considerando apenas as exportações de grãos verdes, os embarques somaram 3,82 milhões de sacas de 60 kg, alta de 31,7%, também marcando o melhor mês de agosto da história.
Os embarques de grãos da variedade canéfora (conilon e robusta) tiveram alta de 53,6%, para 953.592 sacas, e os de arábica chegaram a 2,866 milhões de sacas, avançando 25,7%.
A exportação de café solúvel subiu 24,3%, para 332.192 sacas equivalentes.
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Para o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, chuvas em plena colheita, em especial em julho, atrasaram a entrada dos cafés arábica da nova temporada, “que se apresentaram ao mercado somente a partir de agosto”.
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Ele comentou que no ano passado a safra foi menor, o que também explica o forte crescimento no comparativo anual.
A safra de café do Brasil 2026/27 está estimada em um recorde de 77,2 milhões de sacas de 60 kg, pela consultoria e corretora StoneX, crescimento de 23,9% sobre o ciclo anterior, com impulso da maior colheita de grãos arábica.
Apesar do aumento das exportações, Ferreira voltou a afirmar que exportadores de café seguem sofrendo com a defasagem na infraestrutura portuária, o que atrasa os embarques e gera prejuízos milionários ao setor devido a custos extras com rolagens de cargas e armazenagens adicionais.
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A receita com os grandes embarques de agosto somou US$1,331 bilhão, também um recorde para o mês. Houve crescimento de 19,8% no comparativo anual apesar de uma queda de 8,6% no preço médio.