Expert XP: Vamos melhorar o superávit “custe o que custar”, afirma Durigan

Ministro da Fazenda afirmou que o compromisso fiscal é parte central do quebra-cabeça da economia

Élida Oliveira

(Foto: Fábio Rizzato / InfoMoney)
(Foto: Fábio Rizzato / InfoMoney)

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O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo vai melhorar o superávit do país “custe o que custar”. Em um painel durante a Expert XP, em São Paulo, Durigan disse que o compromisso fiscal é parte central do quebra-cabeça da economia do país e prometeu um superávit de 0,5% em 2027 “eventualmente diminuindo subvenção”.

Citando números da economia, Durigan destacou que o governo chega ao último ano do mandato com a menor desigualdade, menor nível de fome, recorde na balança comercial e crescimento médio de 2,5% ao longo dos quatro anos.

“Nos resta uma milha final do esforço que é a milha do juro”, disse.

Durigan reconheceu que será preciso fazer os esforços necessários, sem compromisso em atender setores específicos. “Meu compromisso é fazer com que a economia toda caminhe em uma boa direção, de forma que melhore as condições das pessoas”, afirmou.

“É fundamental que a gente traga o compromisso fiscal, ele é parte central do quebra-cabeça”, disse. Para Durigan, o fiscal é a “pedra de toque” para deixar o país robusto, em um momento em que o mundo passa por incertezas e desafios.

Segundo Durigan, o governo está comprometido em equilibrar as contas públicas para que isso leve a juros mais baixos, ao mesmo tempo em que fortalecerá as políticas públicas que mais impactam as pessoas.

Desafios globais

O ministro da Fazenda citou os desafios da economia mundial, destacando que a política de juros nos Estados Unidos está no maior patamar dos últimos 20 anos.

“A incerteza fiscal vem atingindo todo mundo. Os bancos centrais espanhol, canadense e inglês, todos estão dizendo que vão aumentar juros, em uma situação mais complicada que a brasileira.”

“O Brasil tem que ser um porto seguro em um mundo que projeta incerteza”, afirmou Durigan. “Queremos dar previsibilidade e segurança para atrair o capital privado”.

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