Ex-presidentes e ex-diretores do BC divulgam carta em apoio à PEC da autonomia

"Após quase três anos de tramitação no Senado Federal, amplo debate técnico e sucessivos aperfeiçoamentos, o texto aprovado pela CCJ revela maturidade institucional e reúne condições para apreciação definitiva pelo Plenário", dizem

Estadão Conteúdo

Sede do Banco Central, em Brasília - 
17/12/2024
(Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Sede do Banco Central, em Brasília - 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Publicidade

Cinco ex-presidentes e 32 ex-diretores do Banco Central divulgaram nesta terça-feira uma carta em apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que garante autonomia orçamentária, financeira e administrativa à autoridade monetária que tramita no Senado.

A lista de signatários inclui os ex-chefes da autarquia Waldico Bucchi (1989-1990), Gustavo Loyola (1992-1993 e 1995-1997), Henrique Meirelles (2003-2010), Alexandre Tombini (2011-2016) e Roberto Campos Neto (2019-2024), este último antecessor imediato do atual presidente, Gabriel Galípolo.

“Após quase três anos de tramitação no Senado Federal, amplo debate técnico e sucessivos aperfeiçoamentos, o texto aprovado pela CCJ revela maturidade institucional e reúne condições para apreciação definitiva pelo Plenário”, dizem. “O momento exige uma decisão orientada pelo interesse público e pela necessidade de dotar o Banco Central dos meios compatíveis com a relevância da sua missão.”

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

No texto, os ex-BCs argumentam que a autonomia orçamentária e financeira seria um passo adicional de fortalecimento da autoridade monetária, de forma complementar à autonomia formal, aprovada em 2021, que fortaleceu a condução e a previsibilidade das decisões de política monetária.

“Sem condições adequadas de financiamento e planejamento, aumenta o risco de que restrições administrativas e orçamentárias comprometam a capacidade da instituição de cumprir com efetividade, as funções que lhe foram atribuídas pelo ordenamento jurídico”, dizem.

Eles destacam, ainda, que o BC vem recebendo responsabilidades crescentes de supervisão do sistema financeira e de operação de infraestruturas críticas, como o Pix, que não foram acompanhados de “instrumentos institucionais compatíveis” com as novas atribuições.

Na contramão de uma crítica da equipe econômica à PEC, a carta argumenta ainda que o texto aperfeiçoa a relação financeira entre BC e Tesouro Nacional ao proporcionar maior clareza institucional, previsibilidade e transparência para as estatísticas fiscais.

Assinam o texto:

Presidentes:

Continua depois da publicidade

– Wadico Waldir Bucchi

– Gustavo Loyola

– Henrique de Campos Meirelles

Continua depois da publicidade

– Alexandre Antonio Tombini

– Roberto Campos Neto

Diretores (em ordem alfabética):

Continua depois da publicidade

– Afonso Sant’Anna Bevilaqua

– Aldo Luiz Mendes

– Altamir Lopes

Continua depois da publicidade

– Alvir Alberto Hoffmann

– Antônio Gustavo Matos do Vale

– Beny Parnes

– Bruno Serra Fernandes

– Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo

– Carlos Viana de Carvalho

– Carolina de Assis Barros

– Daniel Luiz Gleizer

– Diogo Abry Guillen

– Fábio Kanczuk

– Fernanda Magalhães Rumenos Guardado

– Isaac Sidney Menezes Ferreira

– João Manoel Pinho de Mello

– João Antônio Fleury Teixeira

– Luiz Edson Feltrim

– Luiz Fernando Figueiredo

– Maria Celina Arraes

– Mario Gomes Torós

– Mário Magalhães Carvalho Mesquita

– Maurício Costa de Moura

– Otávio Ribeiro Damaso

– Paulo Sérgio Cavalheiro

– Reinaldo Le Grazie

– Renato Dias de Brito Gomes

– Roberto Castello Branco

– Rodrigo Telles da Rocha Azevedo

– Sérgio Ribeiro da Costa Werlang

– Sidnei Corrêa Marques

– Tony Volpon